{"id":38351,"date":"2026-02-25T11:58:19","date_gmt":"2026-02-25T15:58:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=38351"},"modified":"2026-02-25T11:58:19","modified_gmt":"2026-02-25T15:58:19","slug":"violencia-politica-de-genero-no-brasil-uma-ameaca-interseccional-a-democracia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2026\/02\/25\/violencia-politica-de-genero-no-brasil-uma-ameaca-interseccional-a-democracia\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero no Brasil: Uma amea\u00e7a interseccional \u00e0 democracia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.tse.jus.br\/imagens\/fotos\/campanha-violencia-politica-de-genero-existe-11-11-2020\/%40%40images\/6abf97cb-a165-4ced-a866-aa15ee52f656.jpeg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Campanha Viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero existe 11.11.2020\" \/><\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o: A escalada do \u00f3dio na arena p\u00fablica<!--more--><\/p>\n<p><strong>Migalhas, por Thayna Jesuina Fran\u00e7a Yaredy<\/strong> &#8211; A viol\u00eancia pol\u00edtica e o discurso de \u00f3dio com recorte de g\u00eanero se consolidaram como uma das chagas mais graves do debate p\u00fablico brasileiro nos \u00faltimos tempos. O fen\u00f4meno transcende agress\u00f5es verbais isoladas, manifestando-se em amea\u00e7as online, difama\u00e7\u00f5es, ass\u00e9dio moral e, em casos extremos, ataques f\u00edsicos e tentativas de feminic\u00eddio. Tais ofensivas s\u00e3o direcionadas a mulheres que atuam ativamente na pol\u00edtica, sejam elas candidatas, detentoras de mandato ou ativistas e possuem um car\u00e1ter intrinsecamente interseccional. O machismo, o racismo, a lesbofobia, o capacitismo e a intoler\u00e2ncia religiosa se combinam para atacar n\u00e3o apenas as ideias, mas as identidades das mulheres, com o objetivo claro de intimidar, silenciar e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, afast\u00e1-las da vida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Algo ainda mais alarmante \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o dessa viol\u00eancia, aplicada ainda ao uso pol\u00edtico de casos que envolvem viol\u00eancias sexuais contra mulheres, enfatizando seus contornos no ambiente digital, a vulnerabilidade ampliada de mulheres em intersec\u00e7\u00f5es de minorias pol\u00edticas e maiorias silenciadas, e o impacto devastador que tais agress\u00f5es causam na participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica brasileira. A impunidade e a naturaliza\u00e7\u00e3o dos ataques alimentam um ciclo vicioso que amea\u00e7a n\u00e3o apenas a integridade das v\u00edtimas, mas a pr\u00f3pria igualdade de g\u00eanero na representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e, por sua consequ\u00eancia, a manuten\u00e7\u00e3o da democracia no pa\u00eds.<\/p>\n<p>I. A explos\u00e3o de casos e o desafio da lei<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es municipais de 2024 registraram um n\u00famero recorde de 558 casos de viol\u00eancia pol\u00edtica contra candidatas, o maior da \u00faltima d\u00e9cada, representando um aumento de aproximadamente 160% em rela\u00e7\u00e3o a 2020 e uma multiplica\u00e7\u00e3o de 12 vezes desde 2016. Esse total incluiu 27 assassinatos, 129 atentados e 224 amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Paralelamente, o uso de canais de den\u00fancia explodiu. A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (Disque 100) recebeu 586 den\u00fancias de viol\u00eancia pol\u00edtica apenas entre janeiro e agosto de 2024, um aumento de quase 200% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Isso sugere n\u00e3o apenas uma intensifica\u00e7\u00e3o real dos ataques, mas tamb\u00e9m uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o para formalizar as queixas.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, a resposta institucional tem sido insuficiente para frear a viol\u00eancia. A lei 14.192\/21 estabeleceu normas pioneiras para prevenir e reprimir a viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero, criminalizando condutas que visem impedir ou restringir os direitos pol\u00edticos das mulheres. O conceito legal de viol\u00eancia \u00e9 amplo, abrangendo atos de natureza psicol\u00f3gica ou simb\u00f3lica, punidos com reclus\u00e3o de 1 a 4 anos (com agravantes). Contudo, a experi\u00eancia pr\u00e1tica mostra que, apesar da legisla\u00e7\u00e3o, a impunidade e a dificuldade de responsabiliza\u00e7\u00e3o, especialmente no ambiente virtual, persistem.<\/p>\n<p>Os dados confirmam que mulheres s\u00e3o alvo desproporcional. Das v\u00edtimas de viol\u00eancia pol\u00edtica registradas entre 2022 e 2024, cerca de 38% eram mulheres. Destaca-se ainda mais o recorte racial: quase metade dessas mulheres vitimadas eram negras (pretas ou pardas), evid\u00eancia de que a viol\u00eancia pol\u00edtica se alia ao racismo para minar a ascens\u00e3o de lideran\u00e7as negras.<\/p>\n<p>II. O ambiente digital: Palco de ass\u00e9dio e interseccionalidade<\/p>\n<p>A modalidade de viol\u00eancia mais comum reportada \u00e9 de ordem psicol\u00f3gica e simb\u00f3lica, e o ambiente virtual se tornou o principal palco das agress\u00f5es. Mais de 70% das amea\u00e7as registradas em 2023-2024 ocorreram via redes sociais, e-mails ou plataformas digitais. A internet propicia alcance massivo e relativo anonimato, favorecendo o que muitas v\u00edtimas descrevem como um padr\u00e3o de ass\u00e9dio persistente e massivo, com ataques di\u00e1rios de \u00f3dio que visam ao desgaste psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>No cerne dos ataques virtuais est\u00e1 o machismo onipresente. Coment\u00e1rios sexistas desqualificam a capacidade intelectual (&#8220;vai lavar lou\u00e7a&#8221;, &#8220;burra&#8221;), sexualizam ou objetificam a mulher, estabelecendo um &#8220;jogo sem vit\u00f3ria&#8221;: a mulher \u00e9 atacada tanto se n\u00e3o atende a um padr\u00e3o est\u00e9tico quanto se o atende, sempre com conota\u00e7\u00e3o sexual ou de desqualifica\u00e7\u00e3o moral. Muitas agress\u00f5es buscam impor estere\u00f3tipos de g\u00eanero, relegando a mulher a pap\u00e9is privados, como no relato de uma vereadora que ouviu que &#8220;merecia ser metralhada e deveria estar lavando as roupas do marido&#8221;.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o interseccional \u00e9 o ponto mais cruel desse cen\u00e1rio. Os insultos de g\u00eanero quase sempre se entrela\u00e7am com outros preconceitos, potencializando a crueldade do ataque j\u00e1 que mulheres negras, l\u00e9sbicas ou transexuais enfrentam uma sobreposi\u00e7\u00e3o de viol\u00eancias.<\/p>\n<p>Um relato chocante descreve uma militante negra sendo atacada simultaneamente com ofensas racistas (&#8220;macaca&#8221;), lesbof\u00f3bicas (&#8220;sapat\u00e3o&#8221;) e mis\u00f3ginas. Mulheres de religi\u00f5es de matriz africana relatam ataques que combinam racismo e intoler\u00e2ncia religiosa (esc\u00e1rnio sobre o cabelo crespo ou a f\u00e9). Assim como\u00a0mulheres com defici\u00eancia ou que advogam pela causa PCD sofrem esc\u00e1rnio e ofensas &#8220;de cunho capacitista&#8221; que desacreditam suas capacidades.<\/p>\n<p>Essa constata\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental j\u00e1 que mulheres, apesar de suas camadas sociais de diferen\u00e7a e da mobilidade das categorias sociais de discrimina\u00e7\u00e3o, pertencentes a minorias m\u00faltiplas vivenciam formas agravadas de viol\u00eancia pol\u00edtica, uma multilateralidade de estigma e reprodu\u00e7\u00e3o de silenciamento que eleva sua vulnerabilidade e a gravidade dos ataques.<\/p>\n<p>Merece destaque tamb\u00e9m o car\u00e1ter sexualizado e mis\u00f3gino de muitas amea\u00e7as, que frequentemente assumem contornos de viol\u00eancia sexual. Exemplos incluem amea\u00e7as de &#8220;estupro corretivo&#8221; (visando &#8220;corrigir&#8221; a mulher l\u00e9sbica para &#8220;passar a ser h\u00e9tero&#8221;), insinua\u00e7\u00f5es chulas de estupro, e a cria\u00e7\u00e3o de pornografia n\u00e3o consensual.<\/p>\n<p>Observando ainda a recorrente corrobora\u00e7\u00e3o com discursos de \u00f3dio, manipula\u00e7\u00e3o da verdade, distor\u00e7\u00e3o da realidade e, por vezes, o ganho de espa\u00e7o de pessoas que perpetuam pr\u00e1ticas mis\u00f3ginas e discriminantes contra mulheres, dentro do espa\u00e7o pol\u00edtico, tais mensagens causam profundo terror psicol\u00f3gico e destroem a reputa\u00e7\u00e3o de mulheres atrav\u00e9s da vergonha p\u00fablica, trazendo o sentimento de inseguran\u00e7a jur\u00eddica \u00e0 baila.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a linha entre o virtual e o real \u00e9 t\u00eanue. Amea\u00e7as on-line j\u00e1 se materializaram em atentados, agress\u00f5es presenciais, f\u00edsicas e verbais, em atos de total viol\u00eancia. Em 2024, por exemplo, candidatas foram v\u00edtimas de tentativas de feminic\u00eddio e estupro durante a campanha, refor\u00e7ando o potencial de letalidade do discurso de \u00f3dio. A sensa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a constante acompanha muitas mulheres, que se sentem na mira tanto virtual quanto concretamente.<\/p>\n<p>III. Os impactos pessoais e o risco de autocensura<\/p>\n<p>A viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero acarreta consequ\u00eancias devastadoras, que se estendem muito al\u00e9m do momento do ataque, atingindo o emocional, a fam\u00edlia e a carreira. Emocionalmente, os efeitos mais comuns relatados s\u00e3o sentimentos de impot\u00eancia, exaust\u00e3o e medo (&#8220;uma sensa\u00e7\u00e3o de poder nada fazer, cansa\u00e7o e medo&#8221;). Em muitos casos, a viol\u00eancia causa traumas severos, com v\u00edtimas relatando sintomas f\u00edsicos associados ao estresse, como taquicardia, ins\u00f4nia, crises de ansiedade e p\u00e2nico. Algumas chegaram a desenvolver depress\u00e3o, necessitando de acompanhamento psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Os efeitos familiares s\u00e3o igualmente graves, pois os agressores frequentemente tentam atingir as fam\u00edlias e os filhos das mulheres, minando sua rede de apoio. No campo profissional e social, as consequ\u00eancias incluem preju\u00edzos \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o e isolamento. Campanhas de difama\u00e7\u00e3o e fake news podem manchar a imagem de defensoras de direitos, ativistas, l\u00edderes comunit\u00e1rias, professoras e\/ou jornalistas. O impacto mais pernicioso, contudo, \u00e9 a autocensura e o silenciamento indireto. Relatos de v\u00edtimas mostram que o trauma leva muitas a &#8220;evitar certos assuntos, [reduzir] minhas opini\u00f5es nas redes, desaparecendo um pouco a cada dia&#8221;. H\u00e1 quem tenha pensado em desistir da carreira pol\u00edtica ou abandonado grupos de discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses relatos ilustram de forma inequ\u00edvoca que a viol\u00eancia pol\u00edtica n\u00e3o apenas fere o indiv\u00edduo, mas, ao tolher a voz da mulher pelo medo do linchamento moral, priva a sociedade de sua participa\u00e7\u00e3o plena, configurando um entrave \u00e0 representatividade e \u00e0 pr\u00f3pria sa\u00fade da democracia.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o: Urg\u00eancia na prote\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o feminina<\/p>\n<p>Os dados e relatos\u00a0recentes desenham um quadro de emerg\u00eancia. A viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero no Brasil \u00e9 uma for\u00e7a que busca ativamente reverter os avan\u00e7os na representa\u00e7\u00e3o feminina e manter o status quo de um poder majoritariamente masculino. O aumento da incid\u00eancia e o car\u00e1ter interseccional dos ataques exigem uma tomada de decis\u00e3o imediata e coordenada.<\/p>\n<p>Garantir aplica\u00e7\u00e3o efetiva\u00e7\u00e3o da lei, com a celeridade e a firmeza para credibilidade na responsabiliza\u00e7\u00e3o frente \u00e0 condutas antijur\u00eddicas, sobretudo no ambiente digital \u00e9 urgente. As plataformas digitais t\u00eam um papel crucial e precisam ser cobradas por uma regula\u00e7\u00e3o mais eficaz que co\u00edba o anonimato e a prolifera\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias digitais de \u00f3dio.<\/p>\n<p>O enfrentamento exige um compromisso de toda a sociedade, a viol\u00eancia pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o partid\u00e1ria ou ideol\u00f3gica, mas sim uma amea\u00e7a \u00e0 pr\u00f3pria democracia. Proteger as mulheres que ousam ocupar o espa\u00e7o p\u00fablico, em especial as negras, ind\u00edgenas, LGBTQIA+ e com defici\u00eancia, que enfrentam a viol\u00eancia de forma agravada, \u00e9 tarefa essencial para construir uma sociedade efetivamente cidad\u00e3. O sil\u00eancio imposto pelo medo n\u00e3o pode ser a heran\u00e7a deixada pelo Brasil em contribui\u00e7\u00e3o com o avan\u00e7o social e humano.<\/p>\n<p>___________<\/p>\n<p>C\u00c2MARA DOS DEPUTADOS. Pesquisa revela que viol\u00eancia pol\u00edtica contra mulheres aumentou entre 2020 e 2024. Dispon\u00edvel aqui. Acesso em: 20\/2\/26.<\/p>\n<p>CONFEDERA\u00c7\u00c3O NACIONAL DE MUNIC\u00cdPIOS (CNM). Viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero: 60,4% das prefeitas e vices afirmam j\u00e1 ter sofrido algum tipo durante a campanha ou mandato. Dispon\u00edvel aqui. Acesso em: 20\/2\/26.<\/p>\n<p>FUNDA\u00c7\u00c3O 1\u00ba DE MAIO. Liberdade de pensamento ou discurso de \u00f3dio? Entenda a diferen\u00e7a. Dispon\u00edvel aqui. Acesso em: 20\/2\/26.<\/p>\n<p>INFOMONEY. Viol\u00eancia pol\u00edtica nas elei\u00e7\u00f5es de 2024 bate recorde hist\u00f3rico no Brasil. Dispon\u00edvel aqui. Acesso em: 20\/2\/26.<\/p>\n<p>MINIST\u00c9RIO DOS DIREITOS HUMANOS E DA CIDADANIA (MDHC). Disque 100 j\u00e1 recebeu mais de 580 den\u00fancias de viol\u00eancia pol\u00edtica em 2024. Dispon\u00edvel aqui. Acesso em: 20\/2\/26.<\/p>\n<p>SENADO FEDERAL. Comiss\u00e3o de Direitos Humanos aprova pena mais dura para ofensa por misoginia. Publicado em: 8 maio 2024. Dispon\u00edvel aqui. Acesso em: 20\/2\/26.<\/p>\n<p>SENADO FEDERAL. Aprovadas medidas protetivas em casos de viol\u00eancia pol\u00edtica contra a mulher. Publicado em: 9 jun. 2025. Dispon\u00edvel aqui. Acesso em: 20\/2\/26.<\/p>\n<p>TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DA BAHIA (TRE-BA). M\u00eas da mulher: legisla\u00e7\u00e3o previne e combate a viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero em \u00e2mbito eleitoral. Dispon\u00edvel aqui. Acesso em: 20\/2\/26.<\/p>\n<p>TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE). Lei que torna crime a viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero completa tr\u00eas anos. Dispon\u00edvel aqui. Acesso em: 20\/2\/26.<\/p>\n<p>Epa! Vimos que voc\u00ea copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https:\/\/www.migalhas.com.br\/coluna\/uma-migalhas\/450520\/violencia-politica-de-genero-no-brasil-uma-ameaca-a-democracia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o: A escalada do \u00f3dio na arena p\u00fablica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38351","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-9Yz","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38351"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38351\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38352,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38351\/revisions\/38352"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}