{"id":38728,"date":"2026-04-17T16:05:53","date_gmt":"2026-04-17T20:05:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=38728"},"modified":"2026-04-17T16:05:53","modified_gmt":"2026-04-17T20:05:53","slug":"massacre-de-eldorado-do-carajas-30-anos-a-marcha-que-nao-terminou","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2026\/04\/17\/massacre-de-eldorado-do-carajas-30-anos-a-marcha-que-nao-terminou\/","title":{"rendered":"Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s, 30 anos: a marcha que n\u00e3o terminou"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"38729\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2026\/04\/17\/massacre-de-eldorado-do-carajas-30-anos-a-marcha-que-nao-terminou\/img_1175\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?fit=1536%2C1022\" data-orig-size=\"1536,1022\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_1175\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?fit=600%2C399\" class=\"alignleft size-full wp-image-38729\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?resize=600%2C399\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?w=1536 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?resize=1024%2C681 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?resize=768%2C511 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?resize=451%2C300 451w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IMG_1175.webp?w=1200 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Brasil de Fato &#8211; H\u00e1 30 anos, a Curva do S, em Eldorado do Caraj\u00e1s (PA), foi palco de um massacre que marcou para sempre a luta dos trabalhadores rurais no Brasil. Em 17 de abril de 1996, policiais militares mataram 19 trabalhadores rurais durante uma marcha em defesa da reforma agr\u00e1ria. Outras duas pessoas morreram nos dias seguintes, elevando para 21 o total de v\u00edtimas do Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s.<!--more--><\/p>\n<p>Trinta anos depois, a mem\u00f3ria das v\u00edtimas segue viva por meio de homenagens, protestos e resist\u00eancia em defesa da garantia de terra para camponeses. Naquele momento, a reforma agr\u00e1ria entrou em pauta e a revolta deu lugar \u00e0 luta.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"yt-player-nep12s\" title=\"30 anos ap\u00f3s massacre, MST retoma marcha em Eldorado do Caraj\u00e1s\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iLAwbBR6m68?feature=oembed&amp;enablejsapi=1\" width=\"800\" height=\"450\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-yt-tracker-init=\"true\" data-gtm-yt-inspected-13=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/figure>\n<p>\u201c\u00c9 com o Massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s que a reforma agr\u00e1ria entra na pauta, quando camponeses do mundo inteiro se mobilizam em solidariedade aos massacrados\u201d, afirma Gilv\u00e2nia Ferreira, da dire\u00e7\u00e3o nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra\u00a0(MST). \u201cO epis\u00f3dio veio marcado pelo pensamento de que a terra n\u00e3o pode ser dividida, de que ela n\u00e3o \u00e9 uma bandeira s\u00f3 dos trabalhadores do campo e precisa, sim, ser reorganizada, repensada, colocada no cen\u00e1rio nacional\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-955408 not-transparent\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Joao-Roberto-Ripper-6-1024x684.webp?resize=600%2C401&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Joao-Roberto-Ripper-6-1024x684.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Joao-Roberto-Ripper-6-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Joao-Roberto-Ripper-6-768x513.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Joao-Roberto-Ripper-6-1536x1026.webp 1536w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Joao-Roberto-Ripper-6-2048x1369.webp 2048w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"401\" data-dominant-color=\"4e373c\" data-has-transparency=\"false\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Enterro dos trabalhadores rurais assassinados no Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s. Foto: Jo\u00e3o Roberto Ripper <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Jo\u00e3o Roberto Ripper <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>A press\u00e3o por justi\u00e7a e reforma agr\u00e1ria consolidou os anos 1990 como o per\u00edodo em que mais fam\u00edlias foram assentadas na hist\u00f3ria do pa\u00eds. A partir da\u00ed, as demandas avan\u00e7aram para al\u00e9m da terra: os camponeses passaram a reivindicar melhores condi\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<br \/>\n\u201cFoi a partir dessa press\u00e3o nacional dos movimentos sociais do campo, mas tamb\u00e9m das organiza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora da cidade, que a reforma agr\u00e1ria veio com essa for\u00e7a, com essa express\u00e3o da necessidade da constru\u00e7\u00e3o de uma alian\u00e7a entre o campo e a cidade para dizer que \u00e9 poss\u00edvel, sim, a terra estar na m\u00e3o dos trabalhadores, e que essa terra que produz vai alimentar aqueles e aquelas que vivem na cidade\u201d, diz Gilv\u00e2nia. \u201c\u00c9 nessa pauta que o MST se coloca, de produzir alimentos saud\u00e1veis e matar a fome do povo brasileiro\u201d.<\/p>\n<p>O dia 17 de abril ficou marcado como o Dia Internacional da Luta Camponesa. O m\u00eas de abril se tornou o Abril Vermelho, marcado por reivindica\u00e7\u00f5es e ocupa\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-955409 not-transparent\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Monumento-2-1024x689.webp?resize=600%2C404&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Monumento-2-1024x689.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Monumento-2-300x202.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Monumento-2-768x517.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Monumento-2.webp 1161w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"404\" data-dominant-color=\"b4b6b8\" data-has-transparency=\"false\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Monumento das Castanheiras Mortas foi erguido na Curva do S, em 1999. Foto: Arquivo do MST<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre os camponeses, os nomes das v\u00edtimas e as lembran\u00e7as do massacre se tornam farol rumo \u00e0 reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos v\u00e1rias escolas que homenageiam toda essa luta dos trabalhadores, e em particular de um grande militante, que foi Oziel Alves Pereira\u201d, conta Gilv\u00e2nia. \u201cBrigadas de trabalho de base, organiza\u00e7\u00e3o de grupos de jovens, assentamentos, acampamentos, associa\u00e7\u00f5es e cooperativas, escolas, ruas. O nome Oziel Alves Pereira \u00e9 esse s\u00edmbolo da resist\u00eancia, da luta, do pertencimento a uma classe em defesa da reforma agr\u00e1ria, da democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 terra\u201d, diz.<\/p>\n<p>Gilv\u00e2nia explica que Oziel Alves se destaca, especialmente, por ter sido a v\u00edtima mais jovem do Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s. Aos 17 anos, antes de se ser assassinado, gritou por reforma agr\u00e1ria em frente \u00e0 pol\u00edcia.<\/p>\n<p>\u201cOziel traz para a gente a for\u00e7a da juventude e a esperan\u00e7a de um povo de que \u00e9 poss\u00edvel vivermos no campo sem viol\u00eancia. Quando ele grita: \u201cViva o MST, Viva a Reforma Agr\u00e1ria\u201d em um momento extremamente violento, ele traz para a gente a esperan\u00e7a de que a resist\u00eancia e o nosso grito possam ser ecoados em todos os lugares do nosso pa\u00eds e de que a reforma agr\u00e1ria seja uma realidade na vida dos camponeses e camponesas no nosso Brasil, no nosso Maranh\u00e3o, na nossa querida Amaz\u00f4nia\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-955413 not-transparent\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Captura-de-tela-2026-04-17-065231.webp?resize=600%2C413&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 797px) 100vw, 797px\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Captura-de-tela-2026-04-17-065231.webp 797w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Captura-de-tela-2026-04-17-065231-300x207.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Captura-de-tela-2026-04-17-065231-768x529.webp 768w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"413\" data-dominant-color=\"a4633d\" data-has-transparency=\"false\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Formado no Acampamento Pedag\u00f3gico Oziel Alves, Pablo Neri \u00e9 um dos dirigentes do MST. Foto: Arquivo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s o massacre, a regi\u00e3o Amaz\u00f4nica intensificou a forma\u00e7\u00e3o de jovens e a inser\u00e7\u00e3o nas tarefas de mobiliza\u00e7\u00e3o e luta por reforma agr\u00e1ria. Pablo Neri, hoje dirigente nacional do MST, \u00e9 um dos jovens que comp\u00f5em essa fase.<\/p>\n<p>\u201cMe forjei militante e abracei a causa da Reforma Agr\u00e1ria l\u00e1 na Curva do S, na constru\u00e7\u00e3o do acampamento pedag\u00f3gico da juventude Sem Terra, um espa\u00e7o que h\u00e1 20 anos traz \u00e0 tona a mem\u00f3ria do Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s e que homenageia um dos massacrados, Oziel Alves Pereira, um jovem de 17 anos que foi torturado na frente dos seus companheiros como forma de exemplo, para que a luta dos trabalhadores fosse impedida\u201d, conta.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-955412 not-transparent\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ChatGPT-Image-17_04_2026-06_46_43-1024x683.webp?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ChatGPT-Image-17_04_2026-06_46_43-1024x683.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ChatGPT-Image-17_04_2026-06_46_43-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ChatGPT-Image-17_04_2026-06_46_43-768x512.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ChatGPT-Image-17_04_2026-06_46_43.webp 1536w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-dominant-color=\"896f64\" data-has-transparency=\"false\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Acampamento Pedag\u00f3gico Oziel Alves \u00e9 marcado pela forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de jovens. Foto: Marcelo Cruz <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Marcelo Cruz<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre os espa\u00e7os se destaca o Acampamento Pedag\u00f3gico Oziel Alves, erguido todos os anos, desde 2006, como um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o voltado para a juventude do campo com objetivo de ressignificar o local, repor a mem\u00f3ria dos m\u00e1rtires e fortalecer a luta por reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cO Movimento Sem Terra transformou o S de sangue em S de sonho e edificou na mem\u00f3ria do Eldorado do Caraj\u00e1s um triunfo sobre a morte, a partir do momento em que nasceram novas ocupa\u00e7\u00f5es, novos processos de luta e que falaram em bom tom aos nossos inimigos, ao latif\u00fandio, que a viol\u00eancia jamais calar\u00e1 a voz da vida. Por isso Oziel renasce todos os anos na Curva do S, atrav\u00e9s da juventude empunhando bandeiras, fazendo homenagens e se forjando militantes da luta pela reforma agr\u00e1ria\u201d, afirma Neri.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil assistiu o massacre perplexo e o MST transformou essa dor no triunfo sobre a viol\u00eancia, no triunfo sobre o medo, no triunfo sobre a chacina, construindo escolas, fazendo novos territ\u00f3rios, ampliando a sua produ\u00e7\u00e3o, incentivando que mais jovens, assim como eu, se engajem na luta, porque o ch\u00e3o regado a sangue \u00e9 semente, onde a flor brota mais forte\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-955410 not-transparent\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC08629-1024x683.webp?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC08629-1024x683.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC08629-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC08629-768x512.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC08629-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DSC08629-2048x1365.webp 2048w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-dominant-color=\"6a5d57\" data-has-transparency=\"false\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em marcha de cinco dias, camponeses cobram reforma agr\u00e1ria. Foto: Marcelo Cruz<\/figcaption><\/figure>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Marcha Interrompida<\/h4>\n<p>Trinta anos depois, o MST ainda cobra justi\u00e7a. Os 155 policiais militares envolvidos no massacre foram absolvidos e os comandantes da opera\u00e7\u00e3o, coronel M\u00e1rio Colares Pantoja e Major Jos\u00e9 Maria, foram julgados apenas 16 anos ap\u00f3s o massacre, e apesar de condenados, n\u00e3o cumpriram a pena, como aponta Pablo Neri.<\/p>\n<p>\u201cNesse momento em que a gente lembra dos 30 anos do Massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s, n\u00f3s lembramos da impunidade, n\u00f3s lembramos que nenhum dos envolvidos e dos mandantes foi condenado ou respondeu de forma efetiva as condena\u00e7\u00f5es recebidas. N\u00f3s tamb\u00e9m lembramos dos sobreviventes que hoje ainda carregam as balas alojadas nos seus corpos. Tamb\u00e9m lembramos das vi\u00favas, das crian\u00e7as que ficaram \u00f3rf\u00e3s sem seus pais, v\u00edtimas dessa chacina, desse assassinato\u201d, diz.<\/p>\n<p>Neste ano de 2026, que marca os 30 anos do Massacre e 20 anos do Acampamento Pedag\u00f3gico, o MST retomou a Marcha Interrompida naquele 17 de abril de 1996, com cerca de 3 mil participantes nas estradas entre Curion\u00f3polis e Eldorado do Caraj\u00e1s (PA).<\/p>\n<p>Ao longo de cinco dias de marcha, de 13 a 17 de abril, camponeses entoam o lema: \u201cA voz pela vida calar\u00e1 a ambi\u00e7\u00e3o\u201d e cobram a efetiva\u00e7\u00e3o da reforma agr\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de lembrar nossos mortos trinta anos do Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s, n\u00f3s temos o dever e a responsabilidade de lutar por terra para trabalhar. A maioria dos companheiros e companheiras que est\u00e3o aqui nessa marcha, sob sol e chuva, est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis de vida, mas n\u00e3o t\u00eam medo ou vergonha de lutar por seus direitos e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida\u201d, declarou o vereador do munic\u00edpio de Parauapebas, no Par\u00e1, Tito do MST.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 realizada ainda a reconstru\u00e7\u00e3o do monumento em mem\u00f3ria aos 21 trabalhadores assassinados, al\u00e9m do lan\u00e7amento da Jornada Universit\u00e1ria em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria (Jura) e um ato pol\u00edtico que culminar\u00e1 com a chegada da marcha ao Acampamento Pedag\u00f3gico, neste 17 de abril.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">E tem mais:<\/h4>\n<p>Comida de Verdade com deliciosos ingredientes direto de assentamentos da reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>Arte na China: uma cidade que traz um rico patrim\u00f4nio cultural e hist\u00f3rico com artes milenares, como o teatro de sombras e as figuras de argila.<\/p>\n<p>E uma entrevista com o ator Caio Blat, que est\u00e1 em cartaz com a pe\u00e7a \u201cSubvers\u00e3o Kafka\u201d, uma montagem que une cl\u00e1ssicos da literatura a quest\u00f5es urgentes da atualidade, como a intelig\u00eancia artificial e a regulamenta\u00e7\u00e3o dos direitos autorais.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Quando e onde assistir?<\/h4>\n<p>No YouTube do Brasil de Fato, todo s\u00e1bado \u00e0s 13h, tem programa in\u00e9dito. Basta clicar aqui.<\/p>\n<p>Na TVT: s\u00e1bado \u00e0s 13h; com reprise domingo \u00e0s 6h30 e ter\u00e7a-feira \u00e0s 20h no canal 44.1 \u2013 sinal digital HD aberto na Grande S\u00e3o Paulo e canal 512 NET HD-ABC.<\/p>\n<p>Na TV Brasil (EBC), sexta-feira \u00e0s 6h30.<\/p>\n<p>Na TVE Bahia: s\u00e1bado \u00e0s 12h30, com reprise quinta-feira \u00e0s 7h30, no canal 30 (7.1 no aparelho) do sinal digital.<\/p>\n<p>Na TVCom Macei\u00f3: s\u00e1bado \u00e0s 10h30, com reprise domingo \u00e0s 10h, no canal 12 da NET.<\/p>\n<p>Na TV Floripa: s\u00e1bado \u00e0s 13h30, reprises ao longo da programa\u00e7\u00e3o, no canal 12 da NET.<\/p>\n<p>Na TVU Recife: s\u00e1bados \u00e0s 12h30, com reprise ter\u00e7a-feira \u00e0s 21h, no canal 40 UHF digital.<\/p>\n<p>Na UnBTV: sextas-feiras \u00e0s 10h30 e 16h30, em Bras\u00edlia no Canal 15 da NET.<\/p>\n<p>TV UFMA Maranh\u00e3o: quinta-feira \u00e0s 10h40, no canal aberto 16.1, Sky 316, TVN 16 e Claro 17.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Brasil de Fato &#8211; H\u00e1 30 anos, a Curva do S, em Eldorado do Caraj\u00e1s (PA), foi palco de um massacre que marcou para sempre a luta dos trabalhadores rurais no Brasil. Em 17 de abril de 1996, policiais militares mataram 19 trabalhadores rurais durante uma marcha em defesa da reforma agr\u00e1ria. Outras duas&#8230;<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2026\/04\/17\/massacre-de-eldorado-do-carajas-30-anos-a-marcha-que-nao-terminou\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38728","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-a4E","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38728"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38730,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38728\/revisions\/38730"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}