{"id":6284,"date":"2016-11-26T09:34:21","date_gmt":"2016-11-26T13:34:21","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=6284"},"modified":"2016-11-26T09:34:21","modified_gmt":"2016-11-26T13:34:21","slug":"fidel-sinonimo-de-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/11\/26\/fidel-sinonimo-de-revolucao\/","title":{"rendered":"Fidel, sin\u00f4nimo de revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"6285\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/11\/26\/fidel-sinonimo-de-revolucao\/emir\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/emir.jpg?fit=526%2C394\" data-orig-size=\"526,394\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"emir\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/emir.jpg?fit=300%2C225\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/emir.jpg?fit=526%2C394\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/emir.jpg?resize=526%2C394\" alt=\"emir\" width=\"526\" height=\"394\" class=\"alignnone size-full wp-image-6285\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/emir.jpg?w=526 526w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/emir.jpg?resize=300%2C225 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/emir.jpg?resize=401%2C300 401w\" sizes=\"auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px\" \/><\/p>\n<p>Por Emir Sader<br \/>\nNo 247<\/p>\n<p>Fidel tornou-se sin\u00f4nimo de Revolu\u00e7\u00e3o, desde que as fotos daqueles barbudos tinham derrubado a ditadura do Batista, no j\u00e1 long\u00ednquo 1959. Mais ainda para n\u00f3s, na America Latina, para quem a revolu\u00e7\u00e3o era um fen\u00f4meno distante no tempo e no espa\u00e7o \u2013 na R\u00fassia, na China, com L\u00eanin, com Mao. <!--more--><\/p>\n<p>Foi Cuba quem colocou para n\u00f3s e para tantas outra gera\u00e7\u00f5es, a revolu\u00e7\u00e3o como uma atualidade, apontou que a revolu\u00e7\u00e3o era poss\u00edvel, aqui mesmo, no nosso continente.<\/p>\n<p>Fidel encarnou a revolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, mas tamb\u00e9m para o mundo todo, porque Cuba levantava de novo a ideia do socialismo, quando este tinha se tornado algo aparentemente petrificado, postergado.<\/p>\n<p>Eu comecei minha milit\u00e2ncia pol\u00edtica em 1959, distribuindo um jornalzinho \u2013 A\u00e7\u00e3o Socialista -, que tinha estampada a imagem de uns barbudos, pousando como se fossem jogadores de futebol, que tinham derrubado um ditador \u2013 naquela \u00e9poca, da America Central, nem se mencionava o Caribe. Logo minha gera\u00e7\u00e3o tornou-se a gera\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, que nos seduziu a tantos, com a convoca\u00e7\u00e3o dos estudantes para acabar com o analfabetismo em Cuba, com a reforma agraria, com a reforma urbana, com a funda\u00e7\u00e3o da Casa das Am\u00e9ricas, com a soberania diante do imperialismo, com a proclama\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o como uma Revolu\u00e7\u00e3o Socialista, com a resist\u00eancia contra a tentativa de invas\u00e3o da Baia dos Porcos, com a resist\u00eancia diante da tentativa dos EUA de cerco naval \u00e0 Ilha, com tudo o que vinha de la&#8217;, que nos alentava e nos apontava caminhos.<\/p>\n<p>S\u00f3 fui ver a Fidel quando ele visitou o Chile, durante o governo do Allende. Nas v\u00e1rias visitas que ele fez ao pa\u00eds, at\u00e9 seu discurso final, no Estadio Nacional. Depois, logo depois do golpe no Chile, pude me encontrar com ele pela primeira vez, em Havana, para discutir as consequ\u00eancias do golpe.<\/p>\n<p>Inesquec\u00edvel v\u00ea-lo entrar, enorme, alto, en\u00e9rgico, simp\u00e1tico, afetivo. Ver como ele tinha infinita capacidade de ouvir as pessoas, de perguntar muito, sobre o Chile, sobre o golpe, sobre Allende, sobre Miguel Enriquez e o MIR, sobre o Brasil.<\/p>\n<p>Tive o privil\u00e9gio de conviver com sua presen\u00e7a na vida cubana durante muitos anos, conhecer como um dirigente se interessa sobre todo o cotidiano do pa\u00eds e do mundo, se pronunciar o tempo todo sobre todos os problemas, ser o mais radical cr\u00edtico da pr\u00f3pria Revolu\u00e7\u00e3o, implac\u00e1vel com os erros, mas sempre apontando alternativas e despertando esperan\u00e7as.<\/p>\n<p>T\u00ea-lo presenciado falar na Pra\u00e7a da Revolu\u00e7\u00e3o tantas e tantas vezes \u00e9 das experiencias mais impressionantes que algu\u00e9m pode ter. Numa dessas concentra\u00e7\u00f5es, sempre para milh\u00f5es de pessoas, se homenageavam os mortos na derrubada de um avi\u00e3o cubano por uma a\u00e7\u00e3o terroristas, que matou, entre outros, a toda uma equipe esportiva cubana. Com todos os caix\u00f5es presentes na Pra\u00e7a, Fidel fez um dos seus discursos mais emocionantes, que conclu\u00eda dizendo:<\/p>\n<p>&#8220;Quando um povo en\u00e9rgico e viril chora, a injusti\u00e7a treme.&#8221;<\/p>\n<p>Para provocar as l\u00e1grimas daqueles cubanos que se deslocavam de todos os lugares para ouvi-lo falar durante horas e horas ao sol.<\/p>\n<p>Ele sempre surpreendeu a todos com sua aud\u00e1cia. Desde aquela primeira, do assalto ao quartel Moncada, ao desembarque do Granma, at\u00e9 as iniciativas posteriores, j\u00e1 desde o poder, valendo-se do mesmo fator surpresa da guerrilha. Quando abriu as portas de todas as embaixadas, para que os que quisessem ir embora de Cuba, fossem. Permitindo que chegassem embarca\u00e7\u00f5es de Miami para recolh\u00ea-lhos. Um gesto audaz, que ele souber reverter a favor da Revolu\u00e7\u00e3o, como tudo o que ele fazia.<\/p>\n<p>Quando proclamou que o menino Elian seria recuperado por Cuba, objetivo que parecia imposs\u00edvel, mas que ele, incutindo em todos uma imensa confian\u00e7a, conseguiu. Quando ele afirmou que Cuba recuperaria os 5 her\u00f3is presos nos EUA, o que parecia absolutamente invi\u00e1vel, mas ele soube construir, uma vez mais, a estrat\u00e9gia vitoriosa para conseguir uma vez mais o imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Fidel foi o sin\u00f4nimo de Revolu\u00e7\u00e3o mais de 50 anos. Quem quisesse saber da Revolu\u00e7\u00e3o e do Socialismo, tinha que olhara para ele. Ele, junto com o Che, apontaram para tantas gera\u00e7\u00f5es o horizonte do socialismo, da revolu\u00e7\u00e3o, do compromisso militante.<\/p>\n<p>Fidel foi a personifica\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o e do Socialismo. Sua vida e suas palavras soaram sempre como a voz mais forte, mais digna, mais vibrante, mais esperan\u00e7osa, mais corajosa, que a Hist\u00f3ria contempor\u00e2nea conheceu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Emir Sader No 247 Fidel tornou-se sin\u00f4nimo de Revolu\u00e7\u00e3o, desde que as fotos daqueles barbudos tinham derrubado a ditadura do Batista, no j\u00e1 long\u00ednquo 1959. 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