{"id":766,"date":"2016-05-13T13:33:35","date_gmt":"2016-05-13T17:33:35","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=766"},"modified":"2016-05-13T13:33:35","modified_gmt":"2016-05-13T17:33:35","slug":"pessoas-que-eu-amava-e-me-deixaram","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/05\/13\/pessoas-que-eu-amava-e-me-deixaram\/","title":{"rendered":"Pessoas que eu amava e me deixaram"},"content":{"rendered":"<p>Texto postado no ALAMANAQUEIRAS<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"767\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/05\/13\/pessoas-que-eu-amava-e-me-deixaram\/filha\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/filha.jpg?fit=296%2C299\" data-orig-size=\"296,299\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"filha\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/filha.jpg?fit=296%2C299\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/filha.jpg?fit=296%2C299\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/filha.jpg?resize=296%2C299\" alt=\"filha\" width=\"296\" height=\"299\" class=\"alignnone size-full wp-image-767\" \/><\/p>\n<p>Ontem \u00e0 noite (ter\u00e7a-feira, 10), depois de 13 anos prestando servi\u00e7os ao Senado Federal, meu pai teve seu mandato cassado. Ap\u00f3s 13 anos representando o Partido dos Trabalhadores. Partido pelo qual eu sempre tive algum tipo de simpatia.<br \/>\nAs pol\u00edticas sociais desta sigla de certo modo me interessavam. Hoje, por v\u00e1rios motivos, n\u00e3o me interessam mais.<br \/>\nOntem, ele se tornou o terceiro senador a ser cassado na hist\u00f3ria do Senado. Sim, ele teve o maior placar contr\u00e1rio a ele, o que j\u00e1 era bastante previs\u00edvel, visto que nos \u00faltimos tempos a opini\u00e3o p\u00fablica vem pesando demasiadamente tamb\u00e9m.<!--more--><\/p>\n<p>Desde 2014, eu, ele, minha m\u00e3e e minha irm\u00e3 vimos sofrendo com alguns obst\u00e1culos e dificuldades. O sonho do meu pai sempre foi ser governador pelo Estado de Mato Grosso do Sul. Ele tinha o sonho de governar o Estado em que nasceu. Sonhava com isso noite e dia e, por mais que ele n\u00e3o falasse, eu sentia.<br \/>\nEm 2014 ele perdeu uma elei\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica na disputa pelo governo do Estado. Dizem que ele s\u00f3 perdeu por conta do partido que representava. Foi uma elei\u00e7\u00e3o suja, repleta de m\u00e1-f\u00e9, cal\u00fanias e ataques agressivos a nossa fam\u00edlia. Mas, mesmo assim, a gente vestia a camisa com a estrela e o n\u00famero 13 e ia \u00e0s ruas tentar reverter o quadro.<br \/>\nNo dia da derrota foi dif\u00edcil conter as l\u00e1grimas. Sempre soube o quanto meu pai queria desenvolver aquele Estado e o carinho que ele tinha pelas pessoas que l\u00e1 moravam.<br \/>\nA pol\u00edtica pulsava nas veias dele. Ele falava e contava as coisas pra gente com brilho no olhar. Ele conseguia ver bondade e esperan\u00e7a at\u00e9 nos advers\u00e1rios. Ele tinha uma ingenuidade de menino que, de fato, n\u00e3o condizia com tudo o que ele viveu. E eu achava aquilo bonito. At\u00e9 porque sou t\u00e3o ing\u00eanua quanto ele e acredito muito que herdei dele essa mania de acreditar e me entregar \u00e0s pessoas de primeira. Conclus\u00e3o? A gente sempre sai machucado, somos enganados\u2026 Mas costumamos ir \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias por uma segunda pessoa, mesmo assim.<br \/>\nQuando a gente sentava pra conversar o assunto, inevitavelmente, era pol\u00edtica. E eu gostava. Ele me dava aulas sobre isso. N\u00e3o vou negar que, em certo momento da minha vida, at\u00e9 tive vontade de me envolver com pol\u00edtica. Mas, depois de atestar uma elei\u00e7\u00e3o t\u00e3o suja, voltei atr\u00e1s. Por fim, presenciei mais um sonho dele escorrer pelas m\u00e3os.<br \/>\nA rotina dele era agitada. Eu costumava n\u00e3o v\u00ea-lo muito e, desde pequena, fui \u2018acostumada\u2019 com a aus\u00eancia do meu pai. Quem assumiu o papel paternal acabou sendo a minha m\u00e3e. E ela fez isso com maestria.<br \/>\nMeu pai costumava chegar em casa apenas no s\u00e1bado. E ainda, quando chegava, j\u00e1 logo viajava para o interior do Estado para cumprir as agendas. \u00c0s vezes, aos domingos, ele tinha tempo pra saber da minha vida. E olhe l\u00e1.<br \/>\nAfinal, ele acabou assumindo a lideran\u00e7a do governo no Senado Federal, posi\u00e7\u00e3o que lhe cobrava tempo e energia, visto que o governo atual vai de mal a pior. Mas, mesmo assim, ele tentava at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias defender o governo Dilma. Ele fazia o trabalho dele e cumpria o que havia prometido.<br \/>\nBras\u00edlia acabou virando de fato a casa dele. Ele ficava l\u00e1 mais do que ficava comigo, na minha casa. Em julho do ano passado resolvemos fazer uma viagem, afinal quer\u00edamos ter um momento com a fam\u00edlia unida e com meu pai podendo descansar alguns dias, at\u00e9 pra sair um pouco do caos em que a pol\u00edtica se encontrava. Pol\u00edtica essa que ele tinha o papel de defender.<br \/>\nNo meio da viagem ele recebe um telefonema da ent\u00e3o presidente pedindo para que ele voltasse urgentemente. Ela precisava dele. E, assim, l\u00e1 ia ele\u2026 Deixou de novo a fam\u00edlia, os amigos, deixou uma viagem que j\u00e1 havia sido paga e foi vestir a camisa\u2026 Foi exercer o que fazia o cora\u00e7\u00e3o dele pulsar.<br \/>\nNessa viagem, ocorreram alguns epis\u00f3dios que acabaram com o clima harm\u00f4nico. Uma turma de brasileiros praticamente invadiu nossa privacidade e nosso momento em fam\u00edlia, tirou fotos (e divulgou). Xingaram-nos e agrediram-nos, porque, segundo eles, est\u00e1vamos utilizando dinheiro p\u00fablico para bancar o passeio. Mero engano.<br \/>\nBrasileiro tem essa mania de achar que s\u00f3 porque algu\u00e9m se encontra em posi\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobrevive s\u00f3 de dinheiro vindo de pol\u00edtica. E esse n\u00e3o era o nosso caso. S\u00f3 que n\u00f3s, brasileiros, em grande parte, somos um povo ignorante, que acredita na primeira coisa que l\u00ea e que sabe s\u00f3 o superficial porque a pregui\u00e7a e o comodismo sempre falam mais alto.<br \/>\nPor fim, esse epis\u00f3dio nos gerou problemas imensos. A viagem foi pelo ralo com isso\u2026 Meu pai ficou extremamente desconfort\u00e1vel com a situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o escondia isso. Mas, ok, passou.<br \/>\nEu comecei a sentir que a partir dali as coisas iam ficar dif\u00edceis para a nossa fam\u00edlia. At\u00e9 entendo o descontentamento que n\u00f3s, brasileiros, vimos sentindo pela atual conjuntura pol\u00edtica do Pa\u00eds. Mas nada justifica agredir dessa forma uma fam\u00edlia e seus amigos.<br \/>\nInfelizmente, ultimamente, as pessoas andam rudes e agressivas. A gente acaba se \u2018acostumando\u2019 a essa realidade, mesmo n\u00e3o devendo.<br \/>\nAp\u00f3s tamanho desconforto, em novembro do ano passado, repentinamente recebi a not\u00edcia, \u00e0s sete horas da manh\u00e3, que meu pai havia sido preso. Eu estava dormindo quando isso aconteceu, mas, como tenho sono leve, percebi uma movimenta\u00e7\u00e3o na minha casa. Ligo a TV e vejo, por imagens transmitidas pelo helic\u00f3ptero da Globo, uma cabecinha branca dando entrada na Pol\u00edcia Federal em Bras\u00edlia. A ficha de fato caiu. Era meu pai.<br \/>\nPerdi toda a minha base e estrutura naquele momento. Tremia e fiquei prostrada, afinal n\u00e3o sabia o que fazer ou como agir. Era muita informa\u00e7\u00e3o pra algu\u00e9m que sempre teve o costume de ser fr\u00e1gil perante a tudo. \u00c9 s\u00f3 tentar imaginar um familiar pelo qual voc\u00ea tem muita admira\u00e7\u00e3o e amor sendo preso, sendo tirado de um dia pro outro da sua rotina.<br \/>\nPresenciei minha m\u00e3e (uma mulher que sempre foi muito forte) desabar de se jogar o ch\u00e3o. Vi minha irm\u00e3 ter uma crise bem na minha frente. N\u00e3o desejo uma coisa dessas a ningu\u00e9m. Das tr\u00eas, eu ainda fui a que mais consegui manter a calma e os p\u00e9s no ch\u00e3o. Vi minha m\u00e3e assumir as contas e todas as outras pend\u00eancias da fam\u00edlia de um dia pro outro.<br \/>\nE foi nesse momento que vi que n\u00e3o tinha nada de dinheiro p\u00fablico envolvido, porque n\u00f3s est\u00e1vamos atolados em contas para pagar e com problemas financeiros (problemas que meu pai acabava escondendo da gente, afinal ele sempre se desdobrava pra oferecer uma vida legal pra nossa fam\u00edlia).<br \/>\nNesse momento, foram as nossas fazendas que nos ampararam. Patrim\u00f4nio que minha av\u00f3 e meu pai cuidam com carinho h\u00e1 anos. Do dia pra noite, minha vida e minha base ficavam em Bras\u00edlia. Foi frustrante pra mim ver um homem de bem, intelectual, humilde, educado e carism\u00e1tico, preso. Era meu pai. Eu nunca vi ele chorar como chorou nesses meses preso.<br \/>\nVi ele emagrecer a ponto de quase ficar sem musculatura. De ser s\u00f3 pele e osso. De ficar pequeno e fr\u00e1gil em roupas t\u00e3o grandes. Vi ele envelhecer e perder o brilho, perder os sorrisos, perder o senso de humor fant\u00e1stico que s\u00f3 ele tem. Um homem que tinha um ritmo agitado, de repente, \u00e9 trancado em uma sala em meio a livros, num lugar frio e que tira a sanidade mental de qualquer pessoa que n\u00e3o tenha controle emocional.<br \/>\nNa semana em que ele foi preso, meu celular se tornou um inferno. Recebia mensagens de homens que eu nunca vi na vida. As mensagens eram as piores poss\u00edveis. Fui chamada de puta, de safada, de cachorra, de patricinha, de filha da puta e fui at\u00e9 convidada a dormir em motel (por v\u00e1rios homens). Tinha homem dizendo que eu merecia tomar uma surra no meio da rua. Sim, um HOMEM desejando a agress\u00e3o f\u00edsica de uma MULHER.<br \/>\nRecebi convites para almo\u00e7ar em restaurantes e depois pra ir dormir em hotel, como se eu fosse prostituta, dispon\u00edvel pra fazer programa. Quando eu apagava uma mensagem, surgia outra. Tive que trocar o n\u00famero de celular. Aquilo me chocou de tal forma que eu n\u00e3o consigo explicar.<br \/>\nFiquei traumatizada, principalmente com homens, de certa forma. Nesse turbilh\u00e3o de acontecimentos, pessoas que eu amava me deixaram, me deixaram sem perguntar como eu me sentia, se eu ainda precisava de alguma ajuda. Me deixaram como se o problema n\u00e3o fosse delas. Como se eu n\u00e3o estivesse precisando de carinho, de aten\u00e7\u00e3o. E isso n\u00e3o partiu apenas de amigos e, sim, de pessoas que conviviam comigo no dia a dia, com quem os la\u00e7os eram bem mais estreitos.<br \/>\nPor vezes eu me sentia sozinha, carente, descartada e sem esperan\u00e7a. Meu pai foi preso e eu fui junto. \u00c0s vezes dava medo sair na rua, tinha medo de algum tipo de rea\u00e7\u00e3o das pessoas. Foi a\u00ed que eu percebi que o mundo em que vivemos \u00e9 realmente muito individualista e agressivo. Que falta amor pelo pr\u00f3ximo, falta compaix\u00e3o. Falta a gente \u201cvestir a camisa\u201d de quem a gente ama. Falta tratar as pessoas como prioridade, e os problemas delas tamb\u00e9m. Falta a gente procurar saber de uma pessoa que est\u00e1 passando por problemas ou procurar saber o que ela sente ou como se sente. Falta a gente querer se interessar mais pelo outro.<br \/>\nMesmo com essas desilus\u00f5es que me derrubaram, nesse meio tempo conheci pessoas incr\u00edveis, que me ajudaram a amenizar a dor que eu sentia a cada dia. Depois de 3 meses em que meu pai ficou preso, depois da cassa\u00e7\u00e3o do mandato dele, hoje eu quero agradecer. Agradecer a cada pessoa que eu conheci depois desse inferno todo, mesmo uma pessoa em que eu s\u00f3 conversei brevemente. Mas eu quero agradecer. Agradecer, porque voc\u00eas mal imaginam os milagres que fizeram dentro de mim s\u00f3 de me dar 5 minutos da sua aten\u00e7\u00e3o, ou menos. Voc\u00eas me ajudaram a esquecer dos problemas e a esquecer da maldade humana que eu presenciei na pele. Quero agradecer tamb\u00e9m \u00e0queles que me abandonaram quando meu barco furou. Voc\u00eas me ensinaram a como n\u00e3o tratar um ser humano. Me ensinaram com quem sim, quem n\u00e3o e quem nunca. Um agradecimento especial ao Senador Renan Calheiros por ter acelerado a cassa\u00e7\u00e3o do meu pai (por mero revanchismo). Sem o senhor e os demais senadores, quem sabe ele n\u00e3o sairia da pol\u00edtica t\u00e3o cedo. Obrigada por devolver meu pai \u00e0 minha vida. Por tirar ele desse ambiente imundo, que rende in\u00fameros homens inocentes a um sistema nojento e corrupto (que eu presenciei de perto). Meu mais sincero obrigada. Ter meu pai de volta e a minha fam\u00edlia unida novamente \u00e9 algo que n\u00e3o tem pre\u00e7o. Obrigada por agora me permitir viver como uma pessoa normal, sem ser tratada como filha de um homem p\u00fablico, por me permitir fazer as coisas sem medo, sem dever explica\u00e7\u00f5es a ningu\u00e9m. Obrigada a Deus por inverter meus valores e percep\u00e7\u00f5es de vida. Obrigada por me fazer interpretar as mensagens. Ainda acredito que o Senhor guarda algo generoso pras nossas vidas depois de ver o homem da minha vida sofrer tanto.<br \/>\nPor fim, quero agradecer e parabenizar ao meu pr\u00f3prio pai por tudo. Parab\u00e9ns por ser humilde, reconhecer seus erros em rede nacional e por trazer \u00e0 tona os fatos. Afinal todos n\u00f3s somos seres humanos, propensos a errar a todo instante. Parab\u00e9ns por ter tido a coragem de derrubar e desestruturar uma Rep\u00fablica. Parab\u00e9ns pelos valorosos treze anos de servi\u00e7os prestados ao Senado Federal. Eu sei o quanto voc\u00ea levava a s\u00e9rio e dava o seu sangue. S\u00e3o eles que perdem uma pessoa bondosa como voc\u00ea. Voc\u00ea tem um valor imenso pai, n\u00e3o se esque\u00e7a nunca disso. Agrade\u00e7o pelo prazer de conviver com voc\u00ea, de poder interpretar seus sil\u00eancios. \u00c9 uma honra que me foi concedida. Poder ser sua filha. E obrigada por me permitir passar tudo isso ao seu lado, sempre firmes. As experi\u00eancias que eu tive, hoje me fazem uma mulher diferente das demais.<br \/>\nEnfim, ontem aconteceu o que eu sempre falava: \u201cmeu pai merece muito mais que a pol\u00edtica. Ele \u00e9 um homem brilhante demais pra estar no meio disso.\u201d E Deus se encarrega. Os planos dele s\u00e3o sempre maiores que os nossos. Hoje, mais do que nunca, tenho todo o orgulho do mundo de ser fruto de uma rela\u00e7\u00e3o de muito amor e batalhas vencidas. Ontem deram fim aos meses em que eu espalhava sorrisos mas sofria e agonizava por dentro. \u00c9 um sofrimento que pouqu\u00edssimas pessoas v\u00e3o saber interpretar\u2026<\/p>\n<p>* Maria Eduarda Amaral, estudante de Jornalismo, 21, \u00e9 filha de Delc\u00eddio Amaral<\/p>\n<p>Postado por ALMANAQUEIRAS  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto postado no ALAMANAQUEIRAS Ontem \u00e0 noite (ter\u00e7a-feira, 10), depois de 13 anos prestando servi\u00e7os ao Senado Federal, meu pai teve seu mandato cassado. Ap\u00f3s 13 anos representando o Partido dos Trabalhadores. Partido pelo qual eu sempre tive algum tipo de simpatia. As pol\u00edticas sociais desta sigla de certo modo me interessavam. 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