{"id":7706,"date":"2017-01-16T17:59:15","date_gmt":"2017-01-16T21:59:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=7706"},"modified":"2017-01-16T18:03:13","modified_gmt":"2017-01-16T22:03:13","slug":"rondonia-e-o-unico-estado-da-amazonia-com-reducao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/01\/16\/rondonia-e-o-unico-estado-da-amazonia-com-reducao\/","title":{"rendered":"Rond\u00f4nia \u00e9 o \u00fanico estado da Amaz\u00f4nia com redu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"7707\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/01\/16\/rondonia-e-o-unico-estado-da-amazonia-com-reducao\/mapamorte\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapamorte.jpg?fit=1200%2C1036\" data-orig-size=\"1200,1036\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"mapamorte\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapamorte.jpg?fit=300%2C259\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapamorte.jpg?fit=600%2C518\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapamorte.jpg?resize=600%2C518\" alt=\"mapamorte\" width=\"600\" height=\"518\" class=\"alignnone size-full wp-image-7707\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapamorte.jpg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapamorte.jpg?resize=300%2C259 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapamorte.jpg?resize=768%2C663 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapamorte.jpg?resize=1024%2C884 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapamorte.jpg?resize=347%2C300 347w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>TAXA DE HOMIC\u00cdDIOS CRESCE EM 20 ESTADOS EM 10 ANOS<!--more--><\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO \u2014 A morte de quase cem presos em cadeias do Amazonas, Roraima e Alagoas no in\u00edcio do ano \u00e9 mais um degrau na escalada de viol\u00eancia que o pa\u00eds vem atravessando nos \u00faltimos anos. Crimes violentos cresceram na maior parte dos estados entre 2005 e 2015, segundo dados oficiais compilados pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. A taxa de homic\u00eddios dolosos por 100 mil habitantes aumentou em 20 estados nesse per\u00edodo, enquanto o n\u00famero de latroc\u00ednios ficou maior em 18.<\/p>\n<p>Com territ\u00f3rio continental e realidades socioecon\u00f4micas muito diferentes, o Brasil teve um crescimento de 14,22% no n\u00famero de assassinatos nesse per\u00edodo. Se, por um lado, a queda dos homic\u00eddios em estados populosos como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro pode ter puxado a m\u00e9dia para baixo, o \u00edndice de mortes mais do que dobrou em tr\u00eas unidades da federa\u00e7\u00e3o no Norte e Nordeste: Amazonas, Cear\u00e1 e Maranh\u00e3o. Em Alagoas, que teve crescimento de 36,54%, a taxa de assassinatos, de 49 mortos para cada 100 mil pessoas, \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 da Venezuela, segundo pa\u00eds que mais mata nas Am\u00e9ricas, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). O primeiro \u00e9 Honduras, com 103 mortes por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>O aumento no n\u00famero de crimes violentos no Brasil foi constatado a partir de levantamento feito pelo GLOBO nas dez edi\u00e7\u00f5es do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. A \u00faltima vers\u00e3o do estudo, lan\u00e7ada em outubro pelo F\u00f3rum, apresenta dados consolidados de ocorr\u00eancias de 2015. A publica\u00e7\u00e3o utiliza duas fontes para contabilizar os crimes violentos: os registros criminais fornecidos por cada estado por meio da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o e os dados dispon\u00edveis no Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Os pesquisadores fazem a ressalva de que as estat\u00edsticas compartilhadas pelos estados s\u00e3o mais confi\u00e1veis hoje do que h\u00e1 dez anos, embora isso, sozinho, n\u00e3o explique por que os registros de viol\u00eancia cresceram tanto.<\/p>\n<p>\u2014 De um modo geral, a viol\u00eancia aumentou no Brasil nos \u00faltimos anos. Em alguns estados do Norte e do Nordeste podemos ver que h\u00e1 um pico no n\u00famero de mortes, embora isso n\u00e3o seja exclusividade dessa regi\u00e3o \u2014 afirma Samira Bueno, diretora-executiva do F\u00f3rum. \u2014 Mas a pergunta de um milh\u00e3o de d\u00f3lares \u00e9: por que a viol\u00eancia cresceu em um momento em que o Brasil avan\u00e7ou em indicadores sociais e reduziu a pobreza? O senso comum diria que a criminalidade deveria cair quando a economia melhora, mas n\u00e3o foi isso o que aconteceu.<\/p>\n<p>Palco de 67 assassinatos de presos motivados por brigas entre fac\u00e7\u00f5es criminosas nos primeiros dias do ano, o Amazonas registrou crescimento de 107% no n\u00famero de casos na d\u00e9cada analisada pelos anu\u00e1rios do F\u00f3rum, atingindo uma taxa de 32,4 homic\u00eddios por cada grupo de 100 mil habitantes em 2015.<\/p>\n<p>Em outros nove estados do Norte e Nordeste, o aumento variou entre 20% e 97%. Embora Piau\u00ed e Sergipe n\u00e3o tenham fornecido ao F\u00f3rum, em 2015, o n\u00famero de casos de homic\u00eddios, como fizeram dez anos antes, \u00e9 poss\u00edvel constatar que a viol\u00eancia nesses estados tamb\u00e9m cresceu por meio da an\u00e1lise do n\u00famero total de pessoas assassinadas.<\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de fatores pode ajudar a explicar a escalada de viol\u00eancia, segundo pesquisadores consultados pelo GLOBO. Em um estudo recente sobre a explos\u00e3o de crimes no Norte e Nordeste, por exemplo, o pesquisador Tulio Kahn, que j\u00e1 trabalhou com estat\u00edsticas criminais no Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e no governo do estado de S\u00e3o Paulo, escreveu que o processo de crescimento nessas regi\u00f5es \u201caglutinou, no entorno dos grandes centros, uma massa de popula\u00e7\u00e3o urbana que convive com riqueza e abund\u00e2ncia, beneficia-se parcialmente dela, mas que n\u00e3o se integrou nem tem meios de se integrar aos mercados sofisticados de produ\u00e7\u00e3o e consumo dos p\u00f3los desenvolvidos destas cidades.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m do crescimento desordenado de regi\u00f5es metropolitanas, as causas para o aumento de crimes violentos passa pelo alto n\u00famero de armas em circula\u00e7\u00e3o, f\u00e1cil acesso a drogas, fortalecimento do crime organizado, falta de estrutura adequada para investigar e punir os criminosos e din\u00e2micas pr\u00f3prias de cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, onde o crescimento na taxa de homic\u00eddio foi o maior do pa\u00eds, a Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social informou que em 2016 o n\u00famero de mortes violentas intencionais recuou 15,2% gra\u00e7as a a\u00e7\u00f5es integradas entre Executivo, Justi\u00e7a, pol\u00edcia e sociedade civil em um programa que recebeu o nome de \u201cPacto Cear\u00e1 Pac\u00edfico\u201d. As estat\u00edsticas do ano passado s\u00f3 entrar\u00e3o na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a. \u201cNo \u00e2mbito do Pacto, a\u00e7\u00f5es intersetoriais s\u00e3o desenvolvidas, como melhorias em espa\u00e7os p\u00fablicos, escolas, ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, entre outras\u201d, disse a pasta.<\/p>\n<p>Exce\u00e7\u00e3o no Nordeste, Pernambuco tamb\u00e9m credita a um programa de a\u00e7\u00f5es intersetoriais a redu\u00e7\u00e3o em 9% no n\u00famero de assassinatos por 100 mil habitantes entre 2005 e 2015. Criado em 2007, o \u201cPacto pela Vida\u201d reduziu em 13% a taxa de crimes violentos letais intencionais que, al\u00e9m dos homic\u00eddios, inclui latroc\u00ednios, mortes causadas por policiais e les\u00f5es corporais seguidas de morte. \u201cDesde o in\u00edcio do Pacto pela Vida, mais de 11.000 vidas foram salvas. O programa visa principalmente \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios, mas n\u00e3o apenas isso, pois tamb\u00e9m cuida de um conjunto de crimes que despertam inseguran\u00e7a na popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a Secretaria de Planejamento, respons\u00e1vel pelo acompanhamento do projeto.<\/p>\n<p>Para o cientista pol\u00edtico Guaracy Mingardi, embora sejam relevantes para combater a viol\u00eancia, esses programas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para resolver o problema. O pesquisador defende mudan\u00e7as estruturais na pol\u00edcia e na Justi\u00e7a:<\/p>\n<p>\u2014 Em geral, n\u00f3s fazemos programas para combater a viol\u00eancia, mas n\u00e3o mexemos de fato na estrutura. Tem uma coisa que funciona no mundo inteiro que \u00e9 o seguinte: o sujeito tem que ter uma razo\u00e1vel certeza de que vai se dar mal se cometer um crime. Mas, para isso, temos que ter uma pol\u00edcia que investiga e prende bem; um Judici\u00e1rio que julga r\u00e1pido e de forma eficiente; e um sistema penitenci\u00e1rio que n\u00e3o devolva o condenado para a sociedade ainda pior do que ele era quando chegou na cadeia.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Mingardi, a crise de seguran\u00e7a p\u00fablica que o Brasil vive atualmente \u00e9 mais uma prova de que as respostas que o Estado d\u00e1 para combater a criminalidade n\u00e3o est\u00e3o sendo satisfat\u00f3rias. Por isso, segundo ele, sem mudan\u00e7as radicais n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que os resultados melhorem. Ele cita o exemplo de estados em que programas contra a viol\u00eancia foram interrompidos devido a seus custos, o que fez com que a criminalidade voltasse a subir.<\/p>\n<p>UPP AJUDOU REDU\u00c7\u00c3O NO RIO<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, muitos pesquisadores apontam o sucesso das Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPPs) como um dos principais fatores para a redu\u00e7\u00e3o da criminalidade. Com a crise no programa, os \u00edndices voltaram a subir. Em estat\u00edsticas divulgadas em novembro, o n\u00famero de assassinatos, latroc\u00ednios e mortes causadas por policiais j\u00e1 era 17% maior do que no ano anterior \u2014 tend\u00eancia que ainda n\u00e3o tinha sido observada no Anu\u00e1rio da Viol\u00eancia de 2016.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o adianta achar que no Brasil inteiro as pessoas se matam pelos mesmos motivos. E tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil saber o que faz os crimes reduzirem. Em S\u00e3o Paulo, as taxas de homic\u00eddio est\u00e3o caindo desde 2000. J\u00e1 participei de um encontro com 18 pesquisadores em que sa\u00edram 16 explica\u00e7\u00f5es diferentes: apreens\u00e3o de armas, redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de jovens, maior participa\u00e7\u00e3o das prefeituras em quest\u00f5es de seguran\u00e7a, a\u00e7\u00f5es das pol\u00edcias. H\u00e1 at\u00e9 quem defenda que o crescimento do PCC impactou nisso pois houve menos briga pelo tr\u00e1fico de drogas, o que acho um pouco superestimado \u2014 diz Mingardi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TAXA DE HOMIC\u00cdDIOS CRESCE EM 20 ESTADOS EM 10 ANOS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7706","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-20i","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7706"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7706\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7710,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7706\/revisions\/7710"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}