{"id":8121,"date":"2017-02-01T14:03:07","date_gmt":"2017-02-01T18:03:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=8121"},"modified":"2017-02-01T14:03:07","modified_gmt":"2017-02-01T18:03:07","slug":"cabral-e-aecio-amigos-contraparentes-trajetorias-iguais-por-que-so-um-esta-preso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/02\/01\/cabral-e-aecio-amigos-contraparentes-trajetorias-iguais-por-que-so-um-esta-preso\/","title":{"rendered":"Cabral e A\u00e9cio, amigos, contraparentes, trajet\u00f3rias iguais: por que s\u00f3 um est\u00e1 preso?"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"8122\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2017\/02\/01\/cabral-e-aecio-amigos-contraparentes-trajetorias-iguais-por-que-so-um-esta-preso\/aecio-e-cabral-600x467\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/aecio-e-cabral-600x467.jpg?fit=600%2C467\" data-orig-size=\"600,467\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"aecio-e-cabral-600&amp;#215;467\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/aecio-e-cabral-600x467.jpg?fit=300%2C234\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/aecio-e-cabral-600x467.jpg?fit=600%2C467\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/aecio-e-cabral-600x467.jpg?resize=600%2C467\" alt=\"aecio-e-cabral-600x467\" width=\"600\" height=\"467\" class=\"alignnone size-full wp-image-8122\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/aecio-e-cabral-600x467.jpg?resize=600%2C467 600w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/aecio-e-cabral-600x467.jpg?resize=300%2C234 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/aecio-e-cabral-600x467.jpg?resize=385%2C300 385w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>No DCM<br \/>\nPor Joaquim de Carvalho<!--more--><\/p>\n<p>Um v\u00eddeo dispon\u00edvel no YouTube mostra o jovem A\u00e9cio Neves no desfile de abertura da Confer\u00eancia Mundial da Juventude, realizada em 1985 na cidade de Moscou.<\/p>\n<p>\u201cOlha a delega\u00e7\u00e3o comunista do Brasil, o Aecinho segurando a bandeira\u201d, narra o jornalista Marcelo Tas, que fazia dupla com Fernando Meirelles num programa da TV Gazeta de S\u00e3o Paulo, ele como rep\u00f3rter Ernesto Varella; Meirelles, como cinegrafista.<\/p>\n<p>No mesmo grupo, Gonzaguinha e Martinho da Vila, reconhecidos pela milit\u00e2ncia de esquerda e, por isso, presen\u00e7as naturais num evento organizado pelo governo comunista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Mas o que fazia o jovem A\u00e9cio, j\u00e1 conhecido pela vida de playboy no Rio de Janeiro, naquele grupo?<\/p>\n<p>A resposta est\u00e1 na sua amizade com S\u00e9rgio Cabral Filho, que organizou a participa\u00e7\u00e3o do Brasil naquele encontro como militante da Juventude do PMDB do Rio de Janeiro e, em raz\u00e3o da filia\u00e7\u00e3o \u2013 filho do fundador do Pasquim S\u00e9rgio Cabral, na \u00e9poca vereador do Rio \u2013, pr\u00f3ximo da juventude comunista.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o na delega\u00e7\u00e3o Evandro Mesquita e Fernanda Abreu, n\u00e3o necessariamente de esquerda, e Jos\u00e9 Sarney Filho, que pelo sobrenome dispensa classifica\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 a figura de A\u00e9cio que chama a aten\u00e7\u00e3o, inclusive pelo destaque da sua presen\u00e7a, segurando a bandeira do Brasil no desfile de abertura.<\/p>\n<p>Cabral e A\u00e9cio s\u00e3o muito mais do que amigos. S\u00e3o quase parentes. Ou amigos de luta.<\/p>\n<p>Num perfil escrito por Daniela Pinheiro para a revista Piau\u00ed, quando Cabral era apenas o governador mais impopular do Brasil, usava carro blindado e gravata, que acariciava como \u201crabo de um gato\u201d, ele conta como se tornou amigo do Aecinho.<\/p>\n<p>Cabral tinha trabalhado na campanha de candidato a vereador do pai, era estudante de jornalismo \u2013 profiss\u00e3o que ele nunca exerceu \u2013 e tomou gosto pela pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Em 1985, era coordenador da juventude peemedebista do Rio que apoiava a elei\u00e7\u00e3o indireta do av\u00f4 de A\u00e9cio, Tancredo Neves.<\/p>\n<p>Conheceu uma prima de A\u00e9cio, Susana, com quem se casaria e teria tr\u00eas filhos e o pai dela, Gast\u00e3o Neves, advogado e representante de mineradoras de seu estado natal, al\u00e9m de Tancredo e A\u00e9cio, claro.<\/p>\n<p>No perfil de Daniela Pinheiro, Cabral conta que ele e A\u00e9cio fumavam juntos no fundo do avi\u00e3o (naquela \u00e9poca, podia) que levava a comitiva \u00e0s cidades onde Tancredo fazia com\u00edcio (naquele \u00e9poca, existia).<\/p>\n<p>Uma jornalista que trabalhou na campanha de Tancredo e tamb\u00e9m viajava na comitiva de Tancredo me contou que os dois eram de fato amigos e se identificavam pela paix\u00e3o ao Rio de Janeiro e por terem tido problema nos estudos no colegial.<\/p>\n<p>Cabral chegou a ser expulso da escola, mas, segundo ele, por raz\u00f5es pol\u00edtica: quis fundar um gr\u00eamio, ent\u00e3o proibido.<\/p>\n<p>A jornalista acompanhou a vida de A\u00e9cio e S\u00e9rgio Cabral pelos anos seguintes. \u201cOs dois foram muito amigos. Quando o S\u00e9rgio Cabral se elegeu deputado, tinha um trabalho social que o A\u00e9cio adorava. Era voltado para os idosos. S\u00e9rgio, com isso, rompia com a pecha de candidato s\u00f3 dos jovens, problema que o A\u00e9cio tamb\u00e9m enfrentava\u201d, recorda.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de sua vida p\u00fablica como deputado, S\u00e9rgio Cabral chamava a aten\u00e7\u00e3o pela austeridade. Dispensou o motorista da Assembleia e dirigia um carro velho.<\/p>\n<p>Como presidente da Assembleia, cortou sal\u00e1rios e verbas de deputados, mas come\u00e7aram a aparecer sinais de que estava enriquecendo.<\/p>\n<p>Em 1998, numa troca de chumbo, o ex-aliado Marcelo Alencar, de sa\u00edda do governo do Rio, entregou \u00e0 imprensa um dossi\u00ea com o patrim\u00f4nio de Cabral, e chamava a aten\u00e7\u00e3o uma mans\u00e3o em Mangaratiba, avaliada em 5 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Foi nesta \u00e9poca que eu entrevistei Cabral para falar a respeito de outra den\u00fancia: a de que ele coordenava a distribui\u00e7\u00e3o de propina das empresas de \u00f4nibus entre os deputados estaduais do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Eu era rep\u00f3rter da Globo do Rio e, at\u00e9 ali, tinha apenas depoimentos em off de que havia de fato uma caixinha das empresas de \u00f4nibus, mas n\u00e3o havia provas. Procurei Cabral na presid\u00eancia da Assembleia. Ele aceitou conversar, mas sem registro de c\u00e2mera.<\/p>\n<p>Foram mais ou menos tr\u00eas horas de entrevista, durante as quais negou que fosse uma esp\u00e9cie de gerente da caixinha, mas admitiu que ela pudesse existir.<\/p>\n<p>Bom de papo, esfor\u00e7ou-se para levar a conversa para o lado pessoal e contou com alegria que havia morado em S\u00e3o Paulo \u2013 de onde eu havia sa\u00eddo para trabalhar no Rio \u2013 e das boas lembran\u00e7as que tinha do trabalho do pai na revista Realidade.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m explicou que o pai n\u00e3o tinha a mesma voca\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que ele. \u201cMeu pai dizia que se elegeu vereador porque a C\u00e2mara fica entre dois bares com \u00f3timo chope, um deles o Amarelinho\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A certa altura, come\u00e7ou a falar de um drama pessoal. Era in\u00edcio de 1999, dois anos e pouco antes ele havia se separado e a raz\u00e3o foi que a mulher, a prima de A\u00e9cio, se apaixonou pela fot\u00f3grafa da campanha do marido a prefeito do Rio e, segundo ele, foi morar com a namorada e o deixou com tr\u00eas filhos.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Cabral nem bem terminou o relato e come\u00e7ou a chorar, solu\u00e7ando alto. J\u00e1 tinha entrevistado o presidente da Assembleia algumas vezes, em coletiva, mas n\u00e3o tinha intimidade com ele.<\/p>\n<p>Fiquei imaginando que talvez ele quisesse mostrar a face humana de um pol\u00edtico j\u00e1 \u00e0quela altura suspeito de corrup\u00e7\u00e3o. Mas o choro (com muitas l\u00e1grimas) era verdadeiro.<\/p>\n<p>Sa\u00edram mat\u00e9rias negativas sobre S\u00e9rgio Cabral, nada arrasador \u2013 por absoluta falta de como provar as den\u00fancias \u2013, a carreira de Cabral, j\u00e1 em franca ascens\u00e3o, continuou a subir. Elegeu-se senador e depois governador, duas vezes.<\/p>\n<p>As den\u00fancias se avolumaram, ele se enrolou no esc\u00e2ndalo de Carlinhos Cachoeira e foi esmagado pela dela\u00e7\u00e3o de dois doleiros, j\u00e1 na era da Lava Jato.<\/p>\n<p>Hoje ocupa uma cela de Bangu, em cuja ala feminina se encontra a atual esposa, sucessora de um escrit\u00f3rio montado pelo pr\u00f3prio Cabral, que tinha o sogro Neves, Gast\u00e3o, pai da Susana, como figura central.<\/p>\n<p>Um dos coordenadores das primeiras campanhas de Cabral, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, diz que o escrit\u00f3rio, tanto na fase de Gast\u00e3o Neves quanto na de Adriana Ancelmo, sempre foi um ve\u00edculo para lavar dinheiro.<\/p>\n<p>Essa suspeita s\u00f3 se confirmar\u00e1 se houver, como se especula, dela\u00e7\u00e3o premiada da mulher de S\u00e9rgio Cabral.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida \u00e9 sobre outro esquema de lavagem de dinheiro usado pelo ex-governador do Rio, relatado com fartura de provas pelos doleiros Marcelo e Renato Chebar, que s\u00e3o irm\u00e3os.<\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal conseguiram dos doleiros de Cabral (a dela\u00e7\u00e3o premiada), o que, alguns anos antes, nem foi tentado com uma fam\u00edlia de doleiros que atendeu a fam\u00edlia Neves, tamb\u00e9m do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A lei da dela\u00e7\u00e3o premiada \u00e9 de 2013, mas j\u00e1 havia benef\u00edcios para quem colaborasse com a Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Em 2007, a Pol\u00edcia Federal fez uma busca no apartamento do casal Norbert Muller e sua mulher, Christine Puschmann, conhecidos doleiros do Rio, e apreendeu documentos banc\u00e1rios que revelavam contas n\u00e3o declaradas no exterior em nome de quatro pessoas, um ex-deputado, um desembargador aposentado e In\u00eas Maria Neves Faria, m\u00e3e e s\u00f3cia de A\u00e9cio Neves.<\/p>\n<p>A conta de In\u00eas era em nome de uma funda\u00e7\u00e3o, aberta juntamente com Andrea Neves, irm\u00e3 e s\u00f3cia de A\u00e9cio Neves. A\u00e9cio Neves seria o benefici\u00e1rio da conta no caso da morte da m\u00e3e.<\/p>\n<p>Os policiais encontraram um extrato com saldo de U$ 32 mil. O desembargador e o ex-deputado foram processados e condenados em primeira inst\u00e2ncia, assim como a doleira Christine Puschmann, vi\u00fava quando houve o julgamento, mas ningu\u00e9m foi preso.<\/p>\n<p>A m\u00e3e de A\u00e9cio n\u00e3o chegou nem sequer a ser denunciada. Os procuradores da rep\u00fablica F\u00e1bio Magrinelli e Marcelo Miller entenderam que, como o saldo era inferior a 100 mil d\u00f3lares, ela n\u00e3o estava obrigada a declarar ao Banco Central o dep\u00f3sito no exterior e, com isso, n\u00e3o havia crime a denunciar.<\/p>\n<p>Quer dizer, ent\u00e3o, que qualquer pessoa que tenha 320 mil reais aproximadamente em dep\u00f3sito no exterior est\u00e1 livre de fazer constar esse valor na declara\u00e7\u00e3o \u00e0s autoridades?<\/p>\n<p>Errado.<\/p>\n<p>O advogado Alexandre Venturini, especialista em Direito Tribut\u00e1rio, disse ao DCM que a declara\u00e7\u00e3o \u00e0 Receita Federal \u00e9 obrigat\u00f3ria sim, sob pena de enquadramento no crime contra ordem tribut\u00e1ria, com pena que varia de 2 a 5 anos.<\/p>\n<p>\u201cQuando h\u00e1 um dep\u00f3sito de um contribuinte brasileiro no exterior que n\u00e3o foi declarado \u00e0 Receita Federal, presume-se que \u00e9 um dep\u00f3sito sem origem e, portanto, pass\u00edvel de cobran\u00e7a na al\u00edquota de 27,5% e multa de 150%. N\u00e3o havendo pagamento, \u00e9 crime contra a ordem tribut\u00e1ria\u201d, disse.<\/p>\n<p>Os procuradores fizeram uma interpreta\u00e7\u00e3o el\u00e1stica de outra lei, o que livrou a fam\u00edlia Neves de complica\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>A lei que prev\u00ea os crimes contra o sistema financeiro diz que s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria a declara\u00e7\u00e3o ao Banco Central (ao Banco Central, n\u00e3o \u00e0 Receita Federal), no caso de saldo inferir a 100 mil d\u00f3lares.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o ao Banco Central \u00e9 uma coisa, a declara\u00e7\u00e3o ao IR outra. Uma \u00e9 relacionada a crime contra Sistema Financeiro Nacional. A outra, a crime contra crime contra a ordem tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>O caso foi apreciado tamb\u00e9m pela Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, em Bras\u00edlia, e a interpreta\u00e7\u00e3o el\u00e1stica dos procuradores do Rio \u2013 a de que a a dispensa de comunica\u00e7\u00e3o ao BC vale tamb\u00e9m para a Reeita \u2014 foi aceita. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal deixou assim de acusar a fam\u00edlia Neves.<\/p>\n<p>Cabral n\u00e3o teve a mesma sorte que o amigo A\u00e9cio Neves, a quem poderia dizer (se \u00e9 que n\u00e3o disse) que a Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro, no seu mandato de governador, manteve na gaveta o inqu\u00e9rito aberto para investigar corrup\u00e7\u00e3o na estatal de Furnas, onde A\u00e9cio aparece como o grande protagonista.<\/p>\n<p>Nascido no Engenho Novo, sub\u00farbio do Rio, filho de um jornalista com alma e certid\u00e3o de nascimento carioca, S\u00e9rgio Cabral Filho tem uma vida em que sobram sinais de que n\u00e3o mediu atitudes para ser tido como milion\u00e1rio, depois que deixou de dirigir o carro velho e comprou a mans\u00e3o de Mangaratiba.<\/p>\n<p>A\u00e9cio Neves, de uma fam\u00edlia aristocr\u00e1tica no interior de Minas Gerais, que teve escravos no passado, sempre quis ser carioca.<\/p>\n<p>H\u00e1 rastros dos dois na incurs\u00e3o desonesta pelos cofres p\u00fablicos, seja de Furnas, do governo de Minas ou do governo do Rio.<\/p>\n<p>Um est\u00e1 preso, o outro continua combatendo o \u201cmar de lama\u201d da tribuna do Senado, preside um dos maiores partidos do Brasil, o PSDB, e articula candidatura para governar o Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O maior pecado de Cabral foi achar que poderia ser um Neves, como mostram as entradas ao vivo da rep\u00f3rter Andreia Sadi, da Globonews, que cobre a Lava Jato a partir de Bras\u00edlia e entrou para a fam\u00edlia ao casar com um primo de A\u00e9cio.<\/p>\n<p>Andreia n\u00e3o diz que Susana Neves, que teve repasses vultosos do esquema de Cabral, \u00e9 prima de A\u00e9cio. Susana \u00e9 agora t\u00e3o somente ex-mulher de S\u00e9rgio Cabral.<\/p>\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"ERNESTO VARELA: URSS: Juventude Comunista (1985)\" width=\"600\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rZac0iBbUdM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No DCM Por Joaquim de Carvalho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8121","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-26Z","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8121"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8121\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8123,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8121\/revisions\/8123"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}