{"id":934,"date":"2016-05-17T07:40:52","date_gmt":"2016-05-17T11:40:52","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=934"},"modified":"2016-05-17T07:41:22","modified_gmt":"2016-05-17T11:41:22","slug":"uma-historia-real-contada-pelo-new-york-times","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/05\/17\/uma-historia-real-contada-pelo-new-york-times\/","title":{"rendered":"Uma hist\u00f3ria real contada pelo New York Times"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"935\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/05\/17\/uma-historia-real-contada-pelo-new-york-times\/image-204\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-178.jpeg?fit=612%2C612\" data-orig-size=\"612,612\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"image\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-178.jpeg?fit=300%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-178.jpeg?fit=600%2C600\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-178.jpeg?resize=600%2C600\" alt=\"image\" width=\"600\" height=\"600\" class=\"alignnone size-full wp-image-935\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-178.jpeg?w=612 612w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-178.jpeg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-178.jpeg?resize=300%2C300 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>MOEDAS NA FONTE<\/p>\n<p>Roma, It\u00e1lia   \u0336\u0336\u0336  A Fontana di Trevi foi erguida no centro dessa cidade h\u00e1 mais de 200 anos. Durante quase todo esse tempo, os visitantes jogaram moedas em suas \u00e1guas, esperando que seus desejos se realizassem.<!--more--><\/p>\n<p>Mas, o que aconteceu a todas as moedas lan\u00e7adas na fonte? Parece que muitas delas foram parar nos bolsos de Roberto Cercelletta.<br \/>\nTodos os dias, no escuro da noite, ele esvaziava o tesouro da fonte, recolhendo as moedas com um ancinho ou im\u00e3. A a\u00e7\u00e3o durava uns 15 minutos, e ele conseguia aproximadamente uns mil d\u00f3lares. A pol\u00edcia deu pouca aten\u00e7\u00e3o ao assunto durante muitos anos, at\u00e9 que um jornal italiano escreveu sobre ele. <\/p>\n<p>Pouco tempo depois, em uma manh\u00e3 que ele dava sua habitual caminhada na \u00e1gua, policiais viram e prenderam-no. Mais de tr\u00eas horas depois, com seus t\u00eanis pretos ainda encharcados, ele esperava em uma delegacia de pol\u00edcia pr\u00f3xima para ser transferido para a pris\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNa verdade, eu n\u00e3o recolhia tanto assim\u201d, disse o sr. Cercelletta, um morador de rua com problemas mentais. Ele tamb\u00e9m alegou que dividia o dinheiro com outros necessitados e pessoas com problemas; que se ele n\u00e3o estivesse pilhando a Fontana di Trevi, outra pessoa estaria fazendo; e que sua pris\u00e3o ignorou mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o tenho direito\u201d, disse ele, \u201cmas venho fazendo isso h\u00e1 34 anos.\u201d<br \/>\nOs policiais que tomaram seu depoimento ou passaram por l\u00e1 tiveram de sorrir. \u201cEle \u00e9 antol\u00f3gico\u201d, disse um deles, explicando que a proeza do seu Cercelletta era conhecida por todos h\u00e1 muitos anos. <\/p>\n<p>Na verdade, os policiais nunca soubera, o que fazer dele ou o que fazer com ele. Durante muito tempo n\u00e3o estava claro que estivesse desacatando alguma lei.<br \/>\nAs moedas jogadas na fonte n\u00e3o eram propriedade de ningu\u00e9m, portanto o sr. Cercelletta n\u00e3o era culpado por roubo. <\/p>\n<p>Mas, tradicionalmente, as moedas eram enviadas para institui\u00e7\u00f5es de caridade italianas, o que significa que o sr. Cercelletta as privou de dezenas de milhares de d\u00f3lares a cada ano.<br \/>\nA \u00fanica lei que o sr. Cercelletta estava de fato violando n\u00e3o existia at\u00e9 1999, quandos e tornou ilegal caminhar e tomar banho em fontes p\u00fablicas, como a di Trevi. <\/p>\n<p>Assim, durante muitos anos, de tempos em tempos, a pol\u00edcia multava o sr. Cercelletta por entrar nas fonte, mas n\u00e3o por pegar moedas. Ele ignorou aas multas, e eles n\u00e3o podiam lev\u00e1-lo a ju\u00edzo porque n\u00e3o tinha casa, portanto, n\u00e3o tinham como encontra-lo. Como ele tamb\u00e9m parecia n\u00e3o guardar muito dinheiro, n\u00e3o tinha recursos para pagar as multas.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia diz que n\u00e3o se esfor\u00e7ou para process\u00e1-lo porque, durante muito tempo, ningu\u00e9m tinha se dado conta do volume de dinheiro que ele estava pegando. Por sua vez, sr. Cercelletta disse que sabia que a fonte era uma f\u00e1brica de dinheiro desde a primeira vez que a viu, 30 anos antes, e que algumas vezes teve que espantar alguns do seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m precisou criar um esquema. As moedas submersas s\u00e3o de v\u00e1rios pa\u00edses, ent\u00e3o ele tinha, de as levar ao banco para troc\u00e1-las pela moeda oficial italiana, para que pudesse gastar o dinheiro. <\/p>\n<p>Sua vida ficou muito mais complicada quando toda a Europa adotou o euro. Antes, disse ele, a maioria das moedas grudava com facilidade no im\u00e3, mas o euro n\u00e3o; ent\u00e3o, ele precisava mergulhar na fonte para peg\u00e1-las e assim acabava desrespeitando a lei com mais frequ\u00eancia.<br \/>\nTuristas que visitavam a fonte no dia em que ele foi preso expressaram uma gama de sentimentos quando souberam onde suas moedas acabaram no passado. <\/p>\n<p>Delores Burgos, nascida na cidade de Nova York, que agora mora no Oriente M\u00e9dio, disse que o que o sr. Cercelletta andou fazendo era \u201cesperto, mas de certo modo mau\u201d.<br \/>\nSeus filhos fizeram desejos, acrescentou ela: \u201cEle estaria roubando os desejos dos meus filhos.\u201d<\/p>\n<p>Seu marido, Jeff Burgos, tomou uma linha de pensamento mais d\u00f3cil. \u201cEram s\u00f3 27 centavos.\u201d<\/p>\n<p>Frank Bruni<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MOEDAS NA FONTE Roma, It\u00e1lia \u0336\u0336\u0336 A Fontana di Trevi foi erguida no centro dessa cidade h\u00e1 mais de 200 anos. 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