
Há décadas, desde os anos 1980, Queiroz é um dileto amigo e parceiro de churrascadas e pescarias do Jair Bolsonaro. Ele priva da intimidade e da confiança do clã.
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Há décadas, desde os anos 1980, Queiroz é um dileto amigo e parceiro de churrascadas e pescarias do Jair Bolsonaro. Ele priva da intimidade e da confiança do clã.
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Jornal digital divulga documentos do Ministério Público do Rio de Janeiro que cruzam informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema ilegal.
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Por G1 — São Paulo
A proximidade entre o presidente Jair Bolsonaro e o advogado paulista Frederick Wassef começou em 2014, pouco depois da campanha eleitoral daquele ano — na ocasião Bolsonaro foi eleito deputado federal com a maior votação do RJ .
Foi Wassef quem procurou o então deputado federal. Ele mandou um e-mail se dizendo admirador do trabalho de Bolsonaro nas redes sociais, que já tinha visto alguns vídeos dele e que se alinhava com aquilo que ele defendia como deputado — questões como armamento, família e combate à corrupção, discursos que Bolsonaro levou para a campanha eleitoral que o elegeu presidente, em 2018.
Desde então, a relação se estreitou com toda a família, incluindo os filhos do presidente Bolsonaro.
“Eu estou no dia a dia aqui com o presidente e com a família Bolsonaro. Eu conheço tudo que tramita na família Bolsonaro”, afirmou Wassaf em 28 de abril de 2020, em entrevista à rádio “Gaúcha”.
Em 2018, Wassef começou a atuar como advogado de Bolsonaro no caso da facada dada por Adélio Bispo de Oliveira em setembro daquele ano, durante ato de campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG).
No ano seguinte, em 2019, Wassef passou a atuar como advogado do filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), na investigação que apura movimentações suspeitas nas contas do parlamentar.
Flávio é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefe de uma organização criminosa que atuou em seu gabinete no período em que foi deputado da Assembleia Legislativa do estado (Alerj). Entre 2003 e 2018, ele cumpriu quatro mandatos parlamentares consecutivos. Ele nega as acusações.
A investigação também envolve o ex-PM Fabrício Queiroz, que trabalhou como assessor de Flávio. Apontado pelo MP como operador do esquema, ele empregava funcionários fantasmas e exigia parte do salário (ou mesmo a integralidade dele) de volta.
Desde que o caso veio à tona, o paradeiro de Queiroz era desconhecido. Ele foi encontrado e preso na manhã desta quinta-feira (18) em uma operação da Polícia Federal (PF) na cidade de Atibaia (SP).
É de Wassef a casa onde Queiroz estava. De acordo com o que o caseiro disse a PF,Queiroz estava no imóvel havia mais de um ano.
Durante a entrevista ao programa “Em Foco com Andréia Sadi” em abril de 2020, Wassef disse que não sabia do paradeiro de Queiroz e que não advogava para ele.
“Então vamos lá, é importante lembrarmos que não existe a frase o sumiço do Fabrício Queiroz, isso não corresponde a realidade real”, disse Wassef a Sadi, que então questiona onde ele estaria. “Fabrício? Eu não sei, eu não sou advogado dele”, respondeu Wassef.

Cartaz com a inscrição ‘AI-5’ junto a bonecos de Tony Montana, mafioso do filme ‘Scarface’ — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Wassef é frenquentemente visto no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Jair Bolsonaro. Na quarta, um dia antes da prisão de Queiroz em uma casa de sua propriedade, Wassef estava no Planalto na cerimônia de posse do deputado Fábio Faria como ministro do novo ministro das Comunicações.

Frederick Wassef em Brasília na posse do novo ministro do novo Ministério das Comunicações, em 17 de junho — Foto: Reprodução/TV Globo
Meses antes, em abril, Wassef foi recebido pelo presidente Bolsonaro em meio às tratativas para as substituições de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, e Mauricio Valeixo, ex-diretor da PF.
Em setembro de 2019, o presidente Bolsonaro recebeu Wassef por 30 minutos no Palácio da Alvorada.

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