Meu Natal e meu Jesus Cristo

Meu Natal e meu Jesus Cristo

O meu Jesus Cristo, afinal, é o jesuscristinho dos presépios mais precários, das bandinhas de pastoris e lapinhas do Nordeste, dos enfeites formosos das moças dos cordões azul e encarnado e das folias que alumbram de brasilidades os fuzuês que, no mês de janeiro, homenageiam – entre cachaças, cafés e bolos de fubá gentilmente servidos pelos donos da casa – os Reis do Oriente.

Ele, o Cristo dos meus delírios, se sentiria mais a vontade em um botequim de esquina do que na Basílica de São Pedro. Se manifesta mais nas mãos calejadas dos devotos do Círio do que nas batinas sacerdotais e nos ternos bem cortados dos condutores do bonde da aleluia. Deve respeito – e é respeitado – a Tupã, Zambiapongo e Olorum. Estaria hoje ao lado dos fodidos que não tem Natal.

Meu Cristo, enfim, é um pequeno; pedrinha miudinha. Joga na várzea, bebe nos subúrbios, rala nas fábricas e, quando o sol vai quebrando lá pra fim do mundo pra noite chegar, descansa feito João Valentão e adormece como menino brasileiro.

A vista não pode alcançar as belezuras de suas miudezas.

José Carlos Simas

Capitão perdoa 83,4% de penas impostas a policiais

Capitão perdoa 83,4% de penas impostas a policiais

Adriano Machado/Reuters

No UOL, por Josias de Souza – O indulto concedido por Jair Bolsonaro a policiais condenados criminalmente foi de uma generosidade sem precedentes. O capitão perdoou 83,4% das penas de agentes de segurança pública enviados à cadeia após condenação por crimes culposos (sem intenção). O decreto presidencial prevê a abertura das celas dos criminosos que já cumpriram um sexto da pena (16,6%).

Leia Mais
Subprocurador da República detona: nunca vi um presidente da Funai que não gosta de índio

Subprocurador da República detona: nunca vi um presidente da Funai que não gosta de índio

247 – Antônio Carlos Bigonha, subprocurador-geral da República que está em seu segundo ano de mandato à frente da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF) – que trata especificamente de populações indígenas e comunidades tradicionais -, disse em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta segunda-feira (23) que está perplexo com a condução de Marcelo Augusto Xavier da Silva no comando da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Leia Mais
Cicatriz

Cicatriz

Um presépio atrás de um muro com uma marca de bala, que formou um buraco em forma de estrela. Esta é mais recente obra de Banksy, revelado em Belém, na Cisjordânia ocupada.
Nomeada A cicatriz de Belém – um jogo de palavras em inglês, uma referência a “estrela de Belém”, trocando star (estrela) por scar (cicatriz), a obra está exposta na entrada do Walled Off Hotel, que Banksy abriu em 2017 na cidade palestina, e cujos quartos estão voltados para o muro erguido por Israel, possuindo, assim, “a pior vista do mundo”. O hotel é agora um destino turístico da cidade, com um museu e obras de arte que refletem as consequências da ocupação israelense na Palestina.

Foto: reprodução instagram Banksy

Via Mídia Ninja