
Por Nathalí Macedo – Imploramos pelo mínimo todos os dias do ano: parem de nos matar. Tirem seus rosários de nossos ovários. Parem de desfigurar nossos rostos, de nos queimar vivas, de nos atirar do alto de prédios, de nos culpar quando somos estupradas, parem de ver nossos corpos como parques de diversão ou espólios de guerra.
Nossos apelos parecem trilha sonora para as barbaridades que continuam sendo noticiadas todos os dias. Só este ano, mais de dez mil mulheres foram estupradas no Brasil – fora as que não denunciam por medo, ou são desencorajadas por um judiciário canalha. Também este ano, os registros de feminicídios aumentaram, apesar de terem diminuído os registros de homicídios. Leia Mais ›