
O ódio é como o tonel das Danaides perjuras;
Febrilmente, a Vingança, os braços retesados,
Desse vácuo arremessa as solidões escuras,
Baldes cheios do pranto e sangue dos finados…
Nesse antro o Diabo fez secretas aberturas,
Por onde, sem cessar, esforços prolongados
Se escoariam…pudesse a Vingança, em diabruras,
Dar vida aos mortos para ainda serem sangrados!
O ódio é um bêbado vil num canto de taverna!
Sempre sentindo mais a sede da bebina,
A se multiplicar, bem como a hidra de Lerna…
Mas, sabe o ébrio feliz quem o traz subjugado;
Enquanto o ódio é coagido a esta sorte, na vida,
De não poder, jamais, dormir embebedado!