
Revista Piauí, por Marcelo Casals – Em outubro de 2019, o velho Chile inesperadamente ruiu. Um aumento na tarifa do metrô na capital Santiago deu início a semanas de protestos liderados por estudantes secundaristas, que instigavam os passageiros a pular as catracas. À medida que as manifestações ficavam maiores, o governo de direita do empresário Sebastián Piñera respondeu com o uso desproporcional da força policial. Então, no dia 18 de outubro, o governo mandou fechar todas as estações, deixando milhões de pessoas nas ruas sem ter como se locomover. A decisão se revelou um erro fatal. Em questão de horas, os protestos se tornaram gigantescos. Quando a noite chegou, barricadas foram erguidas em bairros pobres e de classe média. Na manhã seguinte, diversas estações de metrô nas periferias da capital estavam em chamas. Foi o começo violento daquilo que seria chamado de estallido social (explosão social).
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