
Medida atinge organizações ligadas à ONU e reforça ataques do presidente dos Estados Unidos ao multilateralismo
Proclamação amplia ruptura com organismos multilaterais
Até a última atualização, o governo estadunidense não havia divulgado a lista completa das organizações afetadas pela decisão. A ausência de detalhes gerou questionamentos sobre o impacto prático da medida e sobre quais áreas da cooperação internacional poderão ser mais diretamente atingidas.
A justificativa apresentada pela Casa Branca reforça o discurso de soberania nacional defendido por Trump, que frequentemente critica instituições multilaterais sob o argumento de que elas limitam a autonomia política e econômica dos Estados Unidos.
Retirada inclui organizações vinculadas à ONU
Entre as organizações afetadas, mais da metade mantém algum tipo de vínculo com o sistema das Nações Unidas. A saída de entidades ligadas à ONU sinaliza um distanciamento ainda maior do governo Trump em relação aos principais fóruns globais de cooperação política, econômica e humanitária.
A decisão ocorre em um cenário de tensões diplomáticas entre Washington e diferentes países, além de críticas recorrentes do atual presidente dos Estados Unidos ao funcionamento e à governança dessas instituições.
Antecedentes da política externa de Trump
Durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Donald Trump já havia promovido a retirada dos Estados Unidos de diversos organismos multilaterais. Um dos casos mais emblemáticos foi o afastamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciado em julho de 2020, no auge da pandemia de Covid-19.
Na ocasião, Trump acusou a OMS de ter sido influenciada pelo governo chinês na condução das orientações globais sobre o coronavírus. “O mundo está sofrendo agora como resultado dos malfeitos do governo chinês”, declarou Trump em maio de 2020. A saída formal da organização foi concluída no ano seguinte.
