
Apesar da queda de 34% em relação a 2024, país mantém primeiro lugar em assassinatos por transfobia pelo 18º ano
O Brasil é, pelo 18º ano consecutivo, o país que mais mata pessoas trans no mundo. Os dados são da edição mais recente de um levantamento anual feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), e divulgado nesta semana, período marcado pelo Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado nesta quinta (29).
Segundo o dossiê da Antra, o país registrou 80 assassinatos de pessoas trans durante todo o ano de 2025. O número representa uma queda acentuada na comparação com o ano anterior, quando foram 122 crimes do tipo. Ainda assim, o país segue liderando essa vergonhosa lista internacional.
Em entrevista ao jornal Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a presidente da Antra, Bruna Benevides, disse que os dados resultam de um sistema que naturaliza a opressão contra pessoas trans no país. Ela relata a falta de políticas públicas para enfrentar esse tipo de violência.
“Não há monitoramento, não há medidas de prevenção, não há políticas públicas, não há sequer o reconhecimento de que essas violências acontecem”, lamenta. “Há um contexto de desamparo, há um contexto de tentativa de criminalização das existências de pessoas trans”.
