Uma parceria entre cinco mídias independentes, que monitoram os casos durante o isolamento social, aponta que 195 mulheres foram mortas por crime de feminicídio em dois meses, segundo dados dos estados(Ilustração de Hadna Abreu/Amazônia Real)
Há décadas, desde os anos 1980, Queiroz é um dileto amigo e parceiro de churrascadas e pescarias do Jair Bolsonaro. Ele priva da intimidade e da confiança do clã.
Jornal digital divulga documentos do Ministério Público do Rio de Janeiro que cruzam informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema ilegal.
Foi Wassef quem procurou o então deputado federal. Ele mandou um e-mail se dizendo admirador do trabalho de Bolsonaro nas redes sociais, que já tinha visto alguns vídeos dele e que se alinhava com aquilo que ele defendia como deputado — questões como armamento, família e combate à corrupção, discursos que Bolsonaro levou para a campanha eleitoral que o elegeu presidente, em 2018.
Desde então, a relação se estreitou com toda a família, incluindo os filhos do presidente Bolsonaro.
“Eu estou no dia a dia aqui com o presidente e com a família Bolsonaro. Eu conheço tudo que tramita na família Bolsonaro”, afirmou Wassaf em 28 de abril de 2020, em entrevista à rádio “Gaúcha”.
Em 2018, Wassef começou a atuar como advogado de Bolsonaro no caso da facada dada por Adélio Bispo de Oliveira em setembro daquele ano, durante ato de campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG).
No ano seguinte, em 2019, Wassef passou a atuar como advogado do filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), na investigação que apura movimentações suspeitas nas contas do parlamentar.
Flávio é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefe de uma organização criminosa que atuou em seu gabinete no período em que foi deputado da Assembleia Legislativa do estado (Alerj). Entre 2003 e 2018, ele cumpriu quatro mandatos parlamentares consecutivos. Ele nega as acusações.
A investigação também envolve o ex-PM Fabrício Queiroz, que trabalhou como assessor de Flávio. Apontado pelo MP como operador do esquema, ele empregava funcionários fantasmas e exigia parte do salário (ou mesmo a integralidade dele) de volta.
Desde que o caso veio à tona, o paradeiro de Queiroz era desconhecido. Ele foi encontrado e preso na manhã desta quinta-feira (18) em uma operação da Polícia Federal (PF) na cidade de Atibaia (SP).
“Então vamos lá, é importante lembrarmos que não existe a frase o sumiço do Fabrício Queiroz, isso não corresponde a realidade real”, disse Wassef a Sadi, que então questiona onde ele estaria. “Fabrício? Eu não sei, eu não sou advogado dele”, respondeu Wassef.
Cartaz com a inscrição ‘AI-5’ junto a bonecos de Tony Montana, mafioso do filme ‘Scarface’ — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Visitas frequentes ao Planalto
Wassef é frenquentemente visto no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Jair Bolsonaro. Na quarta, um dia antes da prisão de Queiroz em uma casa de sua propriedade, Wassef estava no Planalto na cerimônia de posse do deputado Fábio Faria como ministro do novo ministro das Comunicações.
Frederick Wassef em Brasília na posse do novo ministro do novo Ministério das Comunicações, em 17 de junho — Foto: Reprodução/TV Globo
Meses antes, em abril, Wassef foi recebido pelo presidente Bolsonaro em meio às tratativas para as substituições de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, e Mauricio Valeixo, ex-diretor da PF.
FSP – O policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro e amigo do presidente Jair Bolsonaro, foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo, em uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo.
247 – O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em Atibaia (SP), região do Vale do Paraíba. Ele estava no imóvel do advogado do parlamentar. Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”, segundo relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).
Na Amazônia Real, por : Lúcio Flávio Pinto– A Amazônia foi um dos temas de maior importância ao longo dos 21 anos da ditadura militar. O regime induziu a aceleração e a ampliação da ocupação econômica da região, que ainda mantinha poucas ligações com o restante do país, recém-integrada ao país pelas estradas Brasília- Belém e Brasília-Acre, embora ocupasse dois terços do seu espaço territorial.
Reinaldo Azevedo – Passou a circular na noite desta terça um texto pateticamente engraçado, assinado por Jair Bolsonaro. É patético porque o chefe da nação se coloca como uma espécie de líder dos mártires da liberdade.