RO: Indígenas repudiam debate sobre exploração de minério em seus territórios

RO: Indígenas repudiam debate sobre exploração de minério em seus territórios

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A Mesa Redonda convocada pela Comissão de Minas e Energia da Câmara foi proposta pelo deputado coronel Chrisóstomo (PSL-RO) e está marcada para sexta-feira, 04, em Porto Velho, Rondônia.

A pauta é flagrante disposição do governo em autorizar a exploração de minérios em territórios indígenas. Leia Mais

O período em que a Globo se firmou como grupo mais poderoso do país

O período em que a Globo se firmou como grupo mais poderoso do país

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GGN, por Luis Nassif – Em 10 de novembro de 1996, em minha coluna na Folha, antecipei os movimentos de globalização da mídia, e o enorme risco representado pelo poder excessivo da Globo. Previa que, para enfrenta-la, houvesse um processo de fusões para gerar grupos competidores fortes, e também de limitação dos poderes da Globo.

A reação foi curiosa. Leia Mais

Deputados do PSL que mais atacam o Supremo silenciam sobre decisão que beneficia clã Bolsonaro

Deputados do PSL que mais atacam o Supremo silenciam sobre decisão que beneficia clã Bolsonaro

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Painel da Folha – Fora da área de serviço? Os deputados do PSL que mais atacam ministros do STF nas redes silenciaram sobre a decisão de Gilmar Mendes que suspendeu processos contra Flavio Bolsonaro. A quietude intrigou os membros do partido que acusam essa ala de agir com oportunismo, poupando o clã Bolsonaro de críticas.

“Surto de desmatamento na Amazônia se explica pela chegada do governo Bolsonaro”, diz cientista do INPA

“Surto de desmatamento na Amazônia se explica pela chegada do governo Bolsonaro”, diz cientista do INPA

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Na Radio France Internationale – O aumento expressivo das queimadas na região amazônica este ano é consequência de um discurso e de políticas implementados pelo presidente Jair Bolsonaro desde sua chegada ao poder. Esta é a opinião do biólogo americano Philip Martin Fearnside, pesquisador do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), um dos mais importantes especialistas mundiais sobre os efeitos do desmatamento na maior floresta tropical do planeta. Leia Mais

Lula livre?

Lula livre?

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Reconheça-se a grandeza de se recusar a ser solto.

Na Folha
Juca Kfouri

Se eu fosse filho de Lula, irmão dele, seu neto, bisneto, pai, mãe, mulher ou namorada, eu gostaria de vê-lo livre nas condições que lhe oferecem. Se fosse amigo de Lula, também. Tanto quanto se lulista fosse. A namorada, diga-se, discorda.

Como não sou nenhuma das alternativas anteriores, e não sei o que é melhor para ele, deixo aqui apenas o testemunho de quem gosta de Lula. Há, na imprensa, quem chame de sala VIP o cubículo em que ele está preso há quase um ano e meio. Estive lá e posso garantir: enlouqueceria em três meses no espaço claustrofóbico em que se encontra.

Esses comunicadores veem razões menores em sua recusa de sair do cárcere, como se porque logo mais terá de voltar em nova condenação.

Lula estaria apenas jogando para a torcida, segundo dizem crer. Incapazes de reconhecer a grandeza do gesto de alguém que, por indignação, por se considerar injustiçado, diz que não é pombo-correio para usar tornozeleira eletrônica e se recusa a ser solto a não ser inocentado.

Neste país de Silvérios e Paloccis, a cafajestagem tem espaço na mídia para gente tão pequena, incapaz de aceitar o tamanho do adversário. A história será correta com tais formadores de opinião. Basta olhar para trás e ver como está nela o advogado Sobral Pinto, que, apesar de ser católico fervoroso a ponto de ir à missa diariamente, defendeu o líder comunista Luís Carlos Prestes.

E nem se trata de exigir generosidade de quem quer que seja, apenas caráter. Caráter para não ser covarde ao xingar alguém que está preso, lição ensinada pelo jornalista João Saldanha quando o bicheiro Castor de Andrade foi para a prisão, tempos depois de ter invadido seu programa na televisão e ameaçado matá-lo. Provocado por colega da mesa de debates para criticar Castor, Saldanha respondeu que não falaria de quem não poderia se defender.

Vivemos tempos tão sombrios que há quem ofenda a colossal Fernanda Montenegro ou quem cogite não assinar o Prêmio Camões para Chico Buarque de Hollanda —embora ele deva preferir o diploma só com a assinatura do presidente português.

Esses têm a mesma formação dos que se dirigem a Lula como “o presidiário”, como provavelmente fariam em relação a Nelson Mandela se fossem jornalistas na África do Sul em busca das benesses dos que o encarceraram. Não, não há comparação entre Mandela e Lula, só o registro de comportamentos abjetos, típicos da falta de espinha dorsal.

Nada impede que amanhã Lula resolva ceder aos apelos dos seus, e nem por isso daqui será retirada uma linha sequer. Porque não se deve exigir heroísmo com pescoço alheio, e ninguém melhor que ele para saber o que fazer com o seu.

A pretensão destas linhas se limita a reforçar o direito à dúvida sobre a justiça da sentença, dada a reação do sentenciado e, mais, reconhecer a raridade do gesto, algo jamais visto no Brasil, quiçá no mundo.

Discordo, mas aceito tranquilamente as opiniões dos que o tem como culpado e querem vê-lo morrer na prisão —e na prisão comum.

Entendo os que, intoxicados pela parcialidade, elevaram juízes e procuradores a santos, mesmo que não passem do que as conversas publicadas pelo Intercept Brasil revelam.

Repilo a falta de caráter, a linguagem chula e a desonestidade dos que sabem como a carapuça lhes cabe.

E termino como Sobral Pinto, pedindo a eles a Lei de Proteção aos Animais. Com todo o respeito.

Juca Kfouri
Jornalista, colunista da Folha e autor de ‘Confesso que Perdi’; é formado em ciências sociais pela USP