
O Brasil não está na lista de países que vão discursar na cúpula do clima da ONU, que acontece na próxima segunda-feira (23) em Nova York. Leia Mais

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É extremamente ofensiva à dignidade dos índios “a forma como o estado brasileiro, especialmente sob o governo de Bolsonaro, os trata e maltrata com suas políticas indigenistas como se fossem primitivos e infantis”, afirma o teólogo e escritor Leonardo Boff. “Essa, seguramente, é a grande missão dos povos originários e o seu maior desafio: ajudar-nos a salvar a Terra, nossa Mãe, que a todos gera e sustenta e sem a qual nada neste mundo é possível”. Leia Mais

No cinquentenário do assassinato de Carlos Marighella, o filme inspirado na magnífica biografia Marighella: o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo (Companhia das Letras, 2012), de Mário Magalhães, estará condenado a ser semiclandestino? Apesar de exibido no Festival de Berlim deste ano, e em vários outros festivais de menor importância (Hong Kong, Istambul, Bari, Seattle, Sydney, Santiago etc.), permanecerá inédito no Brasil? Leia Mais

No Conjur – Uma das mais tradicionais publicações brasileiras sobre economia, o DCI (Diário Comércio Indústria & Serviços) irá encerrar as atividades no próximo dia 23 de setembro. Leia Mais

A coordenadora da Kanindé, Ivaneide Bandeira, fez a fala mais contundente, honesta e útil na Audiência Pública sobre Regularização Fundiária.
Ela enfrentou a narrativa do governo contra ONGs que atuam na defesa do meio ambiente, corroborado por muitos parlamentares.
Disse claramente que as missões evangélicas receberam mais recursos públicos, logo seriam as mais interessadas em retaliação ao governo com o corte deles.
Sobre a questão da regularização fundiária, disse que este é um problema que não pode ser tratado só com foco em título e financiamento.
Denunciou o discurso populista, eleitoreiro, que ignora as causas dos conflitos agrários em Rondônia e da destruição do meio ambiente.

247 – Numa declaração surpreendente no programa Roda Viva da TV Cultura da noite desta segunda-feira, Michel Temer qualificou a derrubada de Dilma Roussef em 2016 de “golpe” e chamou Lula de “presidente”. Assista. Disse que pretendia atuar com Lula para evitar o golpe, mas a proibição de Gilmar Mendes para que ele assumisse a Casa Civil inviabilizou a articulação. A admissão de Temer enterra de vez o discurso das elites de que teria havido um processo regular de impeachment contra Dilma. Leia Mais

A exibição do documentário do jornalista Zola Xavier sobre um atentado político em 1962 foi um sucesso de público, mas aqui e acolá li críticas fundadas no ‘esperava mais’.
Os ‘Cutubas’ revoltados com a exumação do fato histórico e os ‘Peles Curtas’ com expectativa metódica, cobraram mais do que nunca fora documentado por censura e covardia.
São reações normais e que devem ser concebidas não como freio, mas impulso.
O que Zola fez com a ajuda de amigos, muita dificuldade de acesso a dados e testemunhos, agora pode ser feito melhor por quem tenha mais recursos financeiros e experiência em produção audiovisual.
Os que resumem a produção no ‘esperava mais’, deviam focar no ‘por que esperamos tanto tempo’ e só pelo valor dos testemunhos o documentário cumpre sua finalidade.
Ao acompanhar as andanças de Zola, Basinho e Anísio, conversar sobre como iam as gravações, percebi claramente que a única pretensão era quebrar o silêncio.
Não esperei uma história contada com início, meio e fim, muito menos que encerrasse a controvérsia de 57 anos sobre o duelo político que acabou em sangue e silêncio.
A mim não decepciona a ousadia de simplesmente abrir um sepulcro histórico e desenterrar interrogações.
É esse o grande feito, desenterrar interrogações para que outros explorem a história por vários ângulos.
Um passo é ação extraordinária até que outros se atrevam a avançar no escaninho da história.
Quem pensa que foi fácil e de pouco valor convencer testemunhas a darem a cara à tapa nesta aldeia de conveniências espantosas e duradouras, não fez, nem fará mais e melhor.
Se Caçambada Cutuba deixou tantas interrogações, cumpriu sua finalidade.
A intenção é amplificar e produzir mais e mais versões sobre o que estava restrito à boca do povo, costurado com décadas de fingimento.
Os que ‘entendem’ de produção documental que ‘esperavam mais’, podem e devem fazer mais.
Desenterrem todos os silêncios!
O imenso público que prestigiou a estréia do documentário, quer mais.
Eu, com imensa satisfação, agradeço a Zola pelas interrogações.
