Pepe Mujica, o homem que não se deslumbrou com o poder

Pepe Mujica, o homem que não se deslumbrou com o poder

GZH, por Rosane Oliveira – Para quem gosta de imaginar encontros no Além, é tentador pensar numa conversa entre Pepe Mujica e o papa Francisco. Com quase a mesma idade, vizinhos separados pelo Rio da Prata, o ex-presidente uruguaio e o papa que morreram com poucos duas de diferença, numa dessas coincidências que nos fazem lembrar o que tinham em comum na quadra final de suas vidas, já que na juventude trilharam caminhos diferentes. 

Jorge Mario Bergoglio escolheu a religião, José Mujica a política. A seu modo, cada um se rebelou contra a ditadura que assombrou a América Latina nos Anos de Chumbo.  

Mujica foi guerrilheiro, mas quando chegou ao poder pelo voto mostrou-se um dos governantes mais pacíficos do planeta. Encerrado seu período de mandato, voltou para a chácara simples onde vivia como um simples camponês. Ali recebia quem quisesse algumas horas de prosa — e não foram poucos os simpatizantes de seu jeitão despojado que afundaram o caminho para conhecer pessoalmente uma das maiores lendas da política latino-americana.  

No governo do Uruguai, nunca se deslumbrou com o poder. Tentou ser um presidente justo, que investiu em políticas sociais para tornar o país menos desigual. Sempre destacou que não precisava mais do que aquilo que tinha para viver. Até o carro, um velho Fusca fora de linha, combinava com as roupas e os sapatos gastos.  

— Eu não sou pobre. Eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo com apenas o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade — dizia. 

Sabendo que seu estado era irreversível, fez dos últimos anos uma espécie de roteiro de despedida, semeando frases que se espalharam pelo continente e a ele foram atribuídas outras que nunca pronunciou. Em um dos discursos mais emocionantes, disse em 2024: 

— Sou um velho partindo. Precisamos trabalhar pela esperança. Eu te entrego meu coração. Preciso agradecer à vida porque, quando estes braços partirem, haverá milhares de braços para me substituir. 

Em 2020, cunhou outra frase que entrou para a sua biografia: “A política me encanta e não gostaria de ir, mas a vida me encanta mais”.

 

 

 

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BBC – Antes mesmo de seu nome ser anunciado na sacada da Basílica de São Pedro, a multidão abaixo gritava “Viva il papa” (Viva o papa).

Robert Prevost, de 69 anos, será o 267º ocupante do trono de São Pedro e será conhecido como Leão 14.

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O Globo – O rendimento médio das famílias brasileiras chegou a um nível recorde em 2024. Mas, dessa vez, diferentemente do que ocorreu em 2023, o avanço na renda veio acompanhado de uma queda na desigualdade social, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira.

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Justiça faz levar de condenações de empresas por assédio pró-Bolsonaro

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Uol, por Rogério Gentile – Levantamento feito pela coluna revela que pelo menos 10 empresas foram condenadas somente neste ano pela Justiça do Trabalho, em vários Estados do país, por assédio eleitoral contra seus funcionários na disputa presidencial de 2022.

Em todas as ações, as empresas pressionaram seus funcionários, de alguma forma, para que votassem no então presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputava a reeleição contra Lula (PT) .

Há casos em que funcionários foram obrigados a vestir uma camiseta amarela com o número de campanha de Bolsonaro, ameaças de demissões e até a mesma promessa de folga em caso de vitória bolsonarista.

A Stara Indústria de Implementos Agrícolas, por exemplo, foi condenada em segunda instância pela Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul a pagar uma indenização de R$ 30 mil a uma funcionária que relatou à Justiça ter sofrido coação eleitoral por parte da empresa.

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Governo vê com simpatia redução de jornada de trabalho, diz ministro

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Indústria Wirth Calçados
Dois Irmãos (RS) 14.04.2006 - Foto: Miguel Ângelo

Agência Brasil, por Paula Laboissière – Ao comentar o encontro com centrais sindicais nessa terça-feira (29), no Palácio do Planalto, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o governo federal vê com simpatia a proposta de redução de jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais.

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