NÉ?

NÉ?

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O que tem demais em Janot encontrar ‘por acaso’ e sentar com um advogado do Joesley num bar que ambos frequentam?

Tão normal quanto o presidente Temer receber Joesley, na calada da noite, fora da agenda, no palácio que ocupa.

“Sempre pela garagem, viu?”, orientou Temer ao empresário em um dos trechos da conversa gravada, sobre o encontro na noite de 7 de março, no Palácio do Jaburu.

Ponte para o futuro? Andamos 10 anos para trás

Ponte para o futuro? Andamos 10 anos para trás

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No Tijolaço, por Fernando Brito – Os arautos do “corte de gastos” não dizem nos seus discursos tecnocratas que, além da degradação dos serviços públicos de saúde e educação, atira na paralisia tudo o que vinha sendo feito no Brasil em matéria de habitação, mobilidade urbana e infraestrutura em geral.

A matéria publicada hoje pela Folha mostra o tamanho do retrocesso em investimentos em obras e instalações públicas.

Na comparação até julho, uma volta a patamares de dez anos atrás. Como o Governo tem de cortar e cortar mais desesperadamente a partir de agora, para tentar cumprir a meta do “rombo ampliado”, é provável que ao final do ano, o nível caia mais alguns anos, na comparação, aos tempos em que Lula recebeu o país quebrado de FHC.

“As despesas com obras, conservação de estradas e Minha Casa, Minha Vida despencaram 40% no período (de 2013 para cá).Em julho (somando as despesas dos últimos 12 meses), esses gastos somaram R$ 19 bilhões, ante os R$ 32 bilhões despendidos em 2013.

Despencaram, não: seguem despencando. Em 2016, o acumulado no programa de habitação, nos sete primeiros meses do ano, caiu de R$ 9 bilhões para apenas R$ 3 bi. Agora, baixou para R$ 1,65 bi.

Nas não é só o investimento público que está caindo. O privado, já paralisado pela crise, ainda vai perder a sua fonte maior, o BNDES, que será forçado a devolver, este ano e em 2018, R$ 180 bilhões em títulos públicos que lastreiam seus empréstimos, para ajudar as fechar as contas de Henrique Meirelles.

No Brasil, para investir, não há outra alternativa para investir senão o crédito do BNDES, exceto para quem tem tamanho para tomar crédito em dólar no exterior. E olhe lá se farão isso neste momento de dólar subvalorizado e tensões mundiais à vontade, criando um risco imenso para endividar-se em moeda estrangeira.

É por isso que o “espetáculo do crescimento” que Meirelles anuncia para amanhã só pode acontecer como bolha financeira. Farsa, como tudo o que acontece por aqui, ultimamente.