“É a volta dos que nunca foram”, diz pesquisador sobre militares no governo Bolsonaro

“É a volta dos que nunca foram”, diz pesquisador sobre militares no governo Bolsonaro

É a volta dos que nunca foram”, diz pesquisador sobre militares no governo  Bolsonaro - Agência Pública

A Pública, por Vasconcelo Quadros – Autor do livro recém-lançado República de segurança nacional – Militares e política no Brasil (editora Expressão Popular), uma alentada pesquisa sobre a trajetória das Forças Armadas, o cientista político Rodrigo Lentz, doutor pela Universidade de Brasília (UnB), mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e advogado, sustenta que é ingenuidade considerar que a presença dominante dos militares no governo Jair Bolsonaro marcou o retorno deles à política depois da ditadura. “É a volta dos que nunca foram”, disse ele em entrevista à Agência Pública. Segundo o professor, ao longo dos últimos 37 anos os militares exerceram tutela permanente sobre a política, até alcançarem o topo do poder a partir de 2018, com a ocupação de cargos que pertenciam aos civis, numa manobra que sustenta e define os rumos do atual governo.

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‘Na Amazônia, BR-319 é a grande preocupação’, diz biólogo de grupo da ONU que ganhou Nobel

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Vinícius Valfré, O Estado de S.Paulo – No encontro dos rios Negro e Solimões, vive um cientista que fez parte de um grupo de pesquisadores laureado com o Nobel da Paz. Aos 75 anos, o biólogo americano Philip Martin Fearnside gosta de mostrar a quem o visita em Manaus uma tanimbuca de 600 anos. A árvore de mais de 30 metros, numa área do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é uma das espécies mais valiosas da floresta.

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Justiça Federal acolhe Ação Civil Pública movida pelo MPRO e MPF, que pediu a inclusão de estudos de impactos às comunidades indígenas no entorno da construção da Hidrelétrica Tabajara

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Sustentou-se, assim, a análise integrada destes impactos na área, que coincide exatamente com a área de circulação dos grupos isolados, apontando com detalhes as consequências da alteração adversa no habitat para esses indivíduos.

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Kanindé emite nota sobre a prisão do suspeito de matar Ari Uru-Eu-Wau-Wau

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A Associação do Povo Indígena Uru-Eu-Wau-Wau – Jupaú e a Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé, aguardam novos detalhes sobre a prisão preventiva, realizada hoje pela Polícia Federal, do principal suspeito de ter assassinado nosso parente Ari Uru-Eu-Wau-Wau há dois anos.

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Polícia Federal prende suspeito pelo assassinato do indígena Ari Uru-Eu-Wau-Wau

Polícia Federal prende suspeito pelo assassinato do indígena Ari Uru-Eu-Wau-Wau

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13/07/2022), a operação GUARDIÃO URU com o objetivo de prender preventivamente o principal suspeito da prática do homicídio do indígena ARI URU-EU-WAU-WAU e cumprir busca e apreensão. ARI integrava grupo de vigilância indígena contra a exploração ilegal na região e era referência entre os indígenas.

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Amazônia Real

Amazônia Real

Ao caminhar pelas ruas das comunidades ribeirinhas de Rondônia, na Amazônia Ocidental, é comum ver crianças correndo, jogando bola e empinando pipa tendo como fundo as balsas de garimpeiros ancoradas nos barrancos do rio Madeira. O garimpo está sempre aberto para quem quiser entrar na atividade. É o contrário das escolas da região que têm salas de aulas fechadas, não há transporte escolar fluvial e o ensino híbrido tenta impor uma nova lógica educacional, que as crianças e adolescentes dessas localidades estão excluídas. Essas violências em territórios tradicionais têm criado uma situação grave: meninos garimpeiros que preferem atuar na ilegalidade do que esperar pela educação que não chega. Meninas vão trabalhar nas cozinhas dentro das balsas e algumas são aliciadas para os chamados “bregas”, pontos de exploração sexual.

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