
Em pleno domingo, Michel Temer convocou líderes de partidos e alguns dos citados na delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, para discutir o que não tem conserto, o que não tem tamanho.
A crise que o governo promete reverter com um pacote de medidas para acelerar a economia fugiu do controle.
Os golpistas não conseguem se mexer não só pelo agravamento do cenário econômico, mas pelo reflexo da crise política, psicológica e de confiança na opinião popular. Temer sempre fingiu que não se importava com a reação à medidas impopulares.
Não se importava…
Pesquisa Datafolha revelou que 63% são favoráveis à renúncia de Temer e à eleições direitas antes da virada do ano.
51% consideraram péssima a gestão de Michel Temer.
E isso, porque a pesquisa foi feita antes do vazamento da delação que apontou a participação do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, do atual secretário no Planalto, Moreira Franco e do próprio Temer no esquema de propinas com a Odebrecht.

O encontro com os que não têm decência, nem nunca terão, foi para ensaiar um discurso contra as denúncias e pra garantir o apoio da base aliada aos devaneios pra dar fôlego à economia.
Há quem defenda uma ampla reforma ministerial antes que mais meia dúzia de ministros deixe o governo por força de denúncias de corrupção.
Dilma Rousseff foi ‘tirada’ do poder por que muitos alegavam que não havia mais condições de governabilidade. Ela foi sabotada pelo legislativo e padeceu com a artilharia pesada da mídia e do judiciário.
Temer tinha tudo em suas mãos e não conseguiu fazer nada além de piorar o cenário econômico e político.
Ele já não anda, se arrasta cabisbaixo, falando de lado e olhando pro chão.
Nem um elogio piegas do Noblat é capaz de melhorar sua autoestima.
Temer já não serve nem como decorativo, é uma ameaça aos canalhas com os quais se juntou para roubar o mandato de uma presidenta eleita. Sua cabeça está marinando para o banquete golpista.
Está acuado pela imprensa, na mira do judiciário e perdendo apoio parlamentar.
Como esteve Dilma há seis meses, mas de uma situação que Temer não sairá como ela.
Como bem disse o saudoso Barão de Itararé, “o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.”
