
Sarada outra ferida do catolicismo latino-americano. Um gesto do Papa, como o anterior com o padre Miguel d’Escoto, recompõe de forma discreta e suave uma dolorosa fratura. Leia Mais

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247 – A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo de Jair Bolsonaro, Damares Alves, encontra-se em meio a mais uma polêmica, dessa vez, envolvendo a guarda ilegal da jovem indígena Lulu, a qual a ministra retirou, ainda na infância, da Tribo Xingu, como foi noticiado recentemente pela revista Época. Em entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo, neste domingo, Damares revelou ter tomado a menina da família à margem de qualquer mecanismo legal na adoção de Lulu, e argumentando que “o vínculo afetivo” entre as duas seria o suficiente para estabelecer a guarda. Na entrevista, ela disse que é “mãe sociafetiva” de Lulu, mas não obedeceu nenhum dos trâmites legais que regulam tal instituto. Na prática, Damares usou do “pegou pra criar” para ficar com criança -o que é totalmente ilegal no país. Leia Mais

Clemente Ganz, diretor técnico do DIEESE, afirma que medidas gerem um “impacto severo nos direitos dos trabalhadores” Leia Mais

Por José Maschio
Era um país tropical. Habitado por mais de 200 nações nativas que não tinham noção disso de propriedade, capital ou mercado. Faziam trocas, escambos e viviam. Com algumas guerras internas, mas viviam relativamente em paz.
Aí apareceram os europeus. Os nativos tiveram que cobrir seus corpos em nome da moral. Uma moral que não impedia os estupros das nativas. E quiseram impor a moral do trabalho aos nativos. Não conseguiram.
Com o aval da rainha-mãe do Norte começaram a levar africanos. Carne negra sempre mais barata. Os navios da rainha-mãe ganhavam com o tráfico. E o país, com poucos europeus, ficou mulato. Agora não só eram as nativas caçadas, preadas e emprenhadas. As negras escravas também.
Aí a escravidão virou problema. Não para os europeus deste país. Mas para a rainha-mãe. A grande Inglaterra queria mercado. Escravos não consumiam. E proibiu que navios transportassem escravos. O país tropical, no entanto, já tinha uma maioria negra ou mulata.
A elite escravocrata que dirigia o país pensou em higienização. E abriu seus portos para europeus pobres. Brancos, claro. Alemães, italianos, espanhóis e eslavos fugiam da fome. E substituíam os escravos, despejados das terras. Livres da escravidão patrimonialista. Escravizados pela miséria da fome do tal mercado.
Mulato, o país queria embranquecer. Por isso não abriu seus portos para africanos e asiáticos.
Os japoneses só foram aceitos na virada do século 19 para o vinte. A elite escravocrata e feudal pensou solução. E aparelhou os agentes de segurança para o extermínio. Nas abordagens policiais, escurinhos, mulatos ou pretos eram potenciais criminosos.
E isso perdura até hoje. Mesmo assim o país continua com maioria negra. Não adianta a manutenção da média histórica de 70 negros mortos por dia.
O país continua mulato. Isso só não irrita mais a elite branca por dois motivos. O negro que ascende socialmente, logo se pensa branco. O segundo é que mesmo sendo maioria, o Brasil mulato ainda vota, quando a elite deixa ter eleição, nos brancos opressores.

E conta que o povo tinha um bom burro, sua força de trabalho. E, para zelar por ele, tinha o governo. Isto é, o governo recebia para cuidar do burro do povo. E, bem ou mal, era o que ele fazia, mesmo. Leia Mais
O Acre novamente sob risco de isolamento por conta do período chuvoso.
Olha como está a BR-364 que liga o Estado vizinho ao restante do país. Leia Mais

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