
Categoria: Notas
Retrospectiva 2019 | Letalidade policial, massacres e criminalização da pobreza

Polícia mata cada vez mais nas periferias; mortes batem recorde em presídios do Norte; caso Marielle segue sem solução
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De repente, como narra o evangelista Lucas, na penumbra comum das noites do campo, enquanto pastores davam conta dos afazeres cotidianos, o céu poetizou boas-novas: “Não temas”, disse-lhes o anjo, “trago alegria sem fronteiras, porque das memórias da pequena cidade de Davi vem o menino-Cristo, o bebê-salvador” (Lucas 2).
Leia MaisMeu Natal e meu Jesus Cristo

O meu Jesus Cristo, afinal, é o jesuscristinho dos presépios mais precários, das bandinhas de pastoris e lapinhas do Nordeste, dos enfeites formosos das moças dos cordões azul e encarnado e das folias que alumbram de brasilidades os fuzuês que, no mês de janeiro, homenageiam – entre cachaças, cafés e bolos de fubá gentilmente servidos pelos donos da casa – os Reis do Oriente.
Ele, o Cristo dos meus delírios, se sentiria mais a vontade em um botequim de esquina do que na Basílica de São Pedro. Se manifesta mais nas mãos calejadas dos devotos do Círio do que nas batinas sacerdotais e nos ternos bem cortados dos condutores do bonde da aleluia. Deve respeito – e é respeitado – a Tupã, Zambiapongo e Olorum. Estaria hoje ao lado dos fodidos que não tem Natal.
Meu Cristo, enfim, é um pequeno; pedrinha miudinha. Joga na várzea, bebe nos subúrbios, rala nas fábricas e, quando o sol vai quebrando lá pra fim do mundo pra noite chegar, descansa feito João Valentão e adormece como menino brasileiro.
A vista não pode alcançar as belezuras de suas miudezas.
José Carlos Simas
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No UOL, por Josias de Souza – O indulto concedido por Jair Bolsonaro a policiais condenados criminalmente foi de uma generosidade sem precedentes. O capitão perdoou 83,4% das penas de agentes de segurança pública enviados à cadeia após condenação por crimes culposos (sem intenção). O decreto presidencial prevê a abertura das celas dos criminosos que já cumpriram um sexto da pena (16,6%).
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Tudo AV
Subprocurador da República detona: nunca vi um presidente da Funai que não gosta de índio

247 – Antônio Carlos Bigonha, subprocurador-geral da República que está em seu segundo ano de mandato à frente da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF) – que trata especificamente de populações indígenas e comunidades tradicionais -, disse em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta segunda-feira (23) que está perplexo com a condução de Marcelo Augusto Xavier da Silva no comando da Fundação Nacional do Índio (Funai).
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