PORTO VELHO: ATO PELA DEMOCRACIA E CONTRA CONDENAÇÃO DE LULA, SEM PROVAS

PORTO VELHO: ATO PELA DEMOCRACIA E CONTRA CONDENAÇÃO DE LULA, SEM PROVAS

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O ato simbólico foi em frente ao prédio da Justiça Federal na capital e reuniu representantes de movimentos sociais e sindicais, lideranças partidárias, advogados progressistas e organizações não governamentais.

Nos discursos, revolta e compromisso de luta por justiça. Leia Mais

Eleição sem Lula é fraude, sim!

Eleição sem Lula é fraude, sim!

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Hoje a primeira coisa que li nas redes sociais é prova flagrante de que a luta de classes motiva a condenação, sem provas, do ex-Presidente Lula.

Foi mais ou menos isso que li: faz parte da natureza das coisas e dos seres que uns tenham mais sem merecer e outros tenham ainda mais, porque trabalham duro.

Jamais!
O combate à desigualdade é o único caminho para o desenvolvimento do Brasil. Toda nação forte investe nisso. Leia Mais

Os três pecados mortais da sentença de Moro

Os três pecados mortais da sentença de Moro

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No 247, por Tereza Cruvinel – Dentro de poucas horas os três desembargadores de Porto Alegre dirão se o Brasil se manterá na trilha democrática, já esburacada pelo golpe de 16, ou se enverederá de vez pelo caminho escuro do novo autoritarismo, em que a Justiça se presta ao controle da vontade popular, condenando um candidato sem prova inconteste, para tirá-lo do páreo. Leia Mais

SEGUIDORA DE BOLSONARO, VEREADORA SUGERE ‘TOQUE DE RECOLHER’

SEGUIDORA DE BOLSONARO, VEREADORA SUGERE ‘TOQUE DE RECOLHER’

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É isso mesmo e não é pra rir.

Está no facebook da vereadora Ada Dantas Bouabaid, a pesquisa na qual sugere que estabelecimentos que comercializem bebidas alcóolicas em Porto Velho permaneçam abertos só até meia noite.

Ela usou a Lei Seca como pretexto para saber se seus seguidores apoiam o ‘toque de recolher’. Leia Mais

QUE TIRO FOI ESSE?

QUE TIRO FOI ESSE?

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Por Lelê Teles

o Brasil, hoje, é um garoto negro e pobre, solitário no meio da multidão, deslumbrado com os fogos de artifício dos ricos e os rumores de risos artificias à sua volta.

sem futuro, com frio, com fome e com medo.

o réveillon, como sabemos, essa data que marca a virada de um ano para o outro, é um rito que seguimos por osmose.

no Brasil, o novo ano só começa de verdade depois do carnaval.

os festejos de Momo são o nosso rito de passagem oficioso.

depois de passarmos uma semana enchendo a cara, distribuindo sorrisos e simpatias, abraçando estranhos, se drogando, mijando e transando no meio da rua, a gente acorda numa quarta-feira de ressaca.

tira a fantasia, vai no espelho e desfaz a maquiagem; vê se há roxidões pelo corpo, toma-se uma pílula do dia seguinte, um engov, bebe-se uma água de coco, morde-se uma banda de melancia e zás…

aquelas figuras felizes e sorridentes de outrora voltam, como num passe de mágica, a mostrar o dedo médio para uma van escolar lotada de criança no caminho do trabalho, a destratar garçons, padeiros, pedreiros, porteiros…

a coisa volta ao normal.

as pessoas de bens colocam de volta suas máscaras sociais; sempre carrancudas.

no entanto, a anormalidade é tamanha nesses tempos trevosos que 2018 começará ainda no grito de carnaval.

“que tiro foi esse?”, dirão, quando Lula passar flutuando nos braços da multidão logo após o voto dos três mosqueteiros do Paraná amanhã, 24 de janeiro.

é amigo, o tiro vai sair pela culatra.

qual será o placar da votação?

talvez o único a sabê-lo está morto, era aquele sábio polvo adivinho, um molusco alemão de nome Paul, que brilhou durante a Copa do Mundo da África do Sul acertando os resultados das partidas.

aqui ficamos com a nossa brasileiríssima Mãe Dináh, que não errava nunca; a nossa pitonisa cravaria: “ou Lula será condenado ou será absolvido!”

agora, atentai bem.

não vai ter algema nos pés e nas mãos de Lula, não vai ter cadeia. não é uma condenação no sentido jurídico da palavra.

o que os rapazes de Porto Alegre vão decidir amanhã é se Lula vai ao ostracismo ou não.

é um espetáculo político.

o ostracismo foi criado pelo pai da democracia, o grego Clístenes.

e à época era uma multidão que ia à ágora decidir que homem seria banido da vida pública.

precisava-se de pelo menos seis mil pessoas marcando seu voto no óstraco pra coisa valer.

aqui bastam três machos brancos burgueses.

no entanto, os gregos revogaram esse instituto, porque ele serviu para o general Alcebíades Clinias massacrar Hipérbolo, seu adversário.

como, hiperbolicamente, estão a massacrar Lula da Silva hoje.

Alcebíades vive mimetizado nas figuras dos barões da midiazona, dos parasitas rentistas e dos burgueses togados.

essa trinca tentou estrangular o petê achincalhando a sua imagem, prendendo seus líderes, falseando suas biografias.

anunciaram diversas vezes que o petê tinha acabado.

concomitantemente, iniciaram uma caçada midiática para destruir a imagem de Lula.

o diabo é que eles não conseguiram nem uma coisa nem outra.

e sequer conseguiram produzir um candidato para fazer frente a Lula e ao petê; por isso apelaram para os capas-preta.

amanhã será 3×0 ou 2×1, o placar pouco importa.

importa que os demófobos acenderão a chama da revolta.

a partir de amanhã o Brasil terá um grito uníssono que reverberará até outubro:

eleição sem Lula é fraude!

esse é o tiro.

palavra da salvação.