
Deputado federal fez declarações preconceituosas contra os quilombolas, afirmando que eles “não servem nem para procriar”. Terá de pagar R$ 50 mil por danos morais. Leia Mais

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Na Folha PE – Deputados federais quase entraram em confronto físico no plenário da Câmara nesta terça-feira (3) ao baterem boca em torno da mostra que envolveu a interação de uma criança com um homem nu no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Dois parlamentares chegaram a defender “porrada” e tortura em colegas e no coreógrafo Wagner Schwartz, que realizou o trabalho na abertura da exposição “Brasil em Multiplicação”. Leia Mais

No Yahoo Finanças – A Advocacia-Geral da União enviou ao Supremo Tribunal Federal um parecer contrário à ação movida por Rodrigo Janot, que pede o fim do Plano de Seguridade Social dos Congressistas, conhecida como aposentadoria especial. Leia Mais

O GRUPO AJUDAR é uma associação de voluntários, cujo trabalho é realizar ações sociais em bairros carentes de Porto Velho. Leia Mais

Diante da possibilidade de constrangimento da pequena, cresceu em nós o inconformismo pela violência ao vulnerável. Gritamos, muito, a plenos pulmões. E nos sentimos satisfeitos como defensores dos inocentes. Leia Mais

Sobre a polêmica performance artística que expôs crianças ao contato com um ator nu, que fique bem claro: não cola preocupação a quem é seguidor de Jair Bolsonaro, que faz apologia ao estupro e à tortura.
Mas, justamente esses, promovem a mobilização da cruzada ‘moralista’ virtual.
Não leram relatos de crianças que sobreviveram a torturadores que Bolsonaro enaltece como heróis.
Crianças de dois anos de idade viram os pais serem torturados, viveram na clandestinidade ou no exílio durante a ditadura militar no Brasil.
Isso sem falar nos que nasceram na prisão com ameaças de ‘doação’.
Crianças que não puderam ser crianças, estão no livro lançado pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”.
“Infância Roubada tem valor historiográfico por sugerir um certo padrão de tratamento dispensado pelos militares às crianças. Além de serem banidas, ficaram presas com os pais, participaram de sessões de tortura das mães, como espectadores ou como alvos das sevícias. E tiveram a própria existência ameaçada. É o que relata Paulo Fonteles Filho, nascido em 1972, em um hospital militar. Seus pais foram presos por atividades comunistas. Fonteles conta que o pai assistiu a torturas da mãe, Hecilda, grávida de cinco meses. Antes do nascimento da criança, os agentes teriam dito a ela que “filho dessa raça não deve nascer”. Depois do parto, os militares teriam demorado a entregar o bebê para a família de Hecilda porque não encontravam algemas que coubessem nos pulsos do recém-nascido.”
Depoimentos não faltam pra explicar por que Bolsonaro e seus seguidores não podem se apropriar de nenhum discurso em defesa de crianças.

“Perto do parto, o líquido amniótico descia pelas minhas pernas e as baratas me atacavam em bandos. Eu gritava na cela”
“Chutaram a porta, quebraram e entraram dentro de casa todos armados (…) começaram a me bater na frente das crianças. Eu gritava pedindo socorro (…) desarrumaram minhas coisas, quebraram tudo e ainda rasgaram meus documentos (…) me batiam novamente dando chute na minha bunda, de forma que caí de joelhos, meus joelhos sangravam muito (…) só não abusaram sexualmente de mim, mas me espancaram na frente das crianças.”
“Me levaram diversas vezes às sessões de tortura para ver meu pai preso no pau de arara. Para o fazerem falar, simulavam me torturar, com uma corda, na sala ao lado, separados apenas por um biombo”.
“O menino de dois anos dizia: “Não pode bater no papai. Não pode”.
“A única lembrança que tenho dele é a da sua morte.”
“Torturado por agentes da repressão ainda bebê, ele nunca se libertou do pavor. Suicidou-se aos 40 anos.”
“E houve as crianças que não nasceram, porque suas mães abortaram durante a tortura.”
Então, simplesmente parem.
Dica aos que não ligaram ignorância à hipocrisia de seguidores de Bolsonaro : https://youtu.be/ULI4gHz3APc

The Intercept, por Rubem Berta – SENTADO NUMA CADEIRA acima de uma plateia lotada, o bispo Inaldo Silva, da Igreja Universal do Reino de Deus, levanta a mão direita para o alto enquanto o público vibra ao som da música “A volta por cima”, da cantora gospel e pastora Flordelis, uma das líderes de uma comunidade evangélica que leva o seu nome. A cena – comum, se estivéssemos falando de algum templo – aconteceu no plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde o bispo também cumpre um mandato de vereador.
Em dois vídeos publicados em sua página no Facebook, Inaldo Silva mostra pequenos trechos da comemoração realizada na última sexta (29 de setembro). Tratava-se de uma homenagem ao Dia do Encontro Interdenominacional (reunião de igrejas evangélicas), que, graças a um projeto de lei dele, entrou oficialmente para o calendário da cidade este ano, no terceiro domingo do mês de setembro.
O bispo é vereador em primeiro mandato, eleito pelo PRB, mesmo partido do prefeito do Rio, Marcelo Crivella.
No primeiro vídeo publicado, é possível ver Inaldo Silva sentado da cadeira que é usada nas sessões plenárias pelo presidente da Câmara, com flores em sua volta. Na mesa diretora, aparecem a cantora Flordelis e Eduardo Lopes (PRB), suplente que assumiu a vaga no Senado de Crivella após ele ter sido eleito prefeito do Rio.
Na outra postagem, o público que lotou as galerias vibra ainda mais quando um cantor gospel se apresenta no púlpito que é usado pelos vereadores para realizarem seus discursos. Como a qualidade do som não é muito boa, fica difícil identificar a letra da música, mas é possível ouvir alguns “aleluias”.
Os encontros interdenominacionais são realizados pela Igreja Universal para reunir diversos líderes evangélicos. No ano passado, por exemplo, o evento foi realizado no Templo de Salomão, em São Paulo. O coordenador era exatamente o bispo Inaldo Silva.
No ano passado o evento foi realizado no Templo de Salomão, em São Paulo. O coordenador era exatamente o bispo Inaldo Silva.
O vereador é bastante ligado ao prefeito Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, líder da Universal. Sua mulher, Sandra Pereira Ramos da Silva, chegou a trabalhar no gabinete de Crivella no Senado, com salário de mais de R$ 15 mil.
Além dos vídeos publicados por Inaldo Silva, a cantora e pastora Flordelis também publicou em sua página um discurso que fez na mesa diretora da Câmara condenando a exposição no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, que gerou reação de setores conservadores após a divulgação de imagens de uma criança numa sala onde havia a performance com um homem nu:
“É uma exposição que eles estão chamando de arte, mas eu, como pastora, como mãe, como mulher, chamo de pedofilia… Nós somos protestantes e temos que protestar contra as coisas que estão erradas em nossa volta. Está na hora de o povo de Deus se levantar”.
Flordelis termina o discurso falando da força dos evangélicos na política:
“É hora de nós mostrarmos a nossa força. Já estamos mostrando isso na época das eleições. Nunca houve tantos candidatos evangélicos que foram eleitos. E agora está na hora de continuarmos mostrando a nossa força. Vamos embora para a rua, minha gente. Vamos dar as mãos, vamos gritar que essa nação não pertence a Satanás, ela é do senhor Jesus!”
Frente evangélica tem 40% do Congresso
Atualmente, entre os 51 vereadores da Câmara do Rio, três são do PRB, partido de Marcelo Crivella e de forte ligação com a Igreja Universal: além de Inaldo Silva, Tânia Bastos e João Mendes de Jesus. Há pelo menos outros dois com forte ligação com os evangélicos e as pautas conservadoras: Otoni de Paula (PSC) e Alexandre Isquierdo (DEM), este bastante ligado ao pastor Silas Malafaia.
A composição do Congresso Nacional, por sua vez, mostra a força dos evangélicos. A frente parlamentar que reúne o setor tem nada menos do que 198 deputados. Ou seja, são quase 40% dos 513 que têm mandato na Casa. Eles estão na linha de frente de pautas conservadoras como a “cura gay”, aliando-se inclusive a grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL).

DOMINGO À NOITE, os Estados Unidos vivenciaram o pior massacre da sua história recente. Pelo menos 58 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas. Não é erro de digitação: um só tiroteio fez mais de 500 vítimas. Leia Mais