
Michel Temer não teme mesmo cara feia de eleitor contra medidas impopulares. Ele retirou a urgência do pacote anticorrupção lançado há dois anos, quando ocorreram mais de 600 protestos em todo o país.
A pressão das ruas obrigou Dilma Roussef a dar uma resposta às queixas pela precariedade de serviços públicos que não melhoram por causa da corrupção.
O pacote lançado após as manifestações, prevê mudanças substanciais como: a criminalização do caixa 2, a alteração do Código Pena para incluir medida cautelar de indisponibilidade de bens e valores obtidos por meios ilícitos e a tipificação do crime de enriquecimento ilícito de funcionários públicos.
Temer retirou a urgência na tramitação, pois alega que é preciso debater melhor o pacote que está há mais de um ano parado na Câmara.
A voz das ruas foi ouvida, mas estocada feito vento pra ser utilizada quando Temer achar ‘necessário’.
E foi pro saco também o pacote com 10 medidas anticorrupção de inciativa popular.
Quem apostou que o governo provisório iria promover uma revolução nesse sentido, acabou frustrado e agora, resiste admitir a traição e a cobrar a fatura pelo apoio à ruptura democrática.
Cai como uma luva aquela do Barão de Itararé: “A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas em geral enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.”
Os infelizes sumiram! Procura-se a OAB, a maçonaria, a Fiero, os caras pintadas da direita e o Aécio, claro.
