Pela primeira vez, Cunha não chorou como crocodilo

Pela primeira vez, Cunha não chorou como crocodilo

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Hoje o povo brasileiro foi quem chorou ao ver a presa em agonia.

É comum associarem a expressão ‘lágrimas de crocodilo’ a quem não esboça arrependimento.

O réptil ao capturar a presa a morde com tanta força que o abre e fecha da boca faz com que a sua mandíbula comprima as glândulas lacrimais e o animal lacrimeje.

Daí a associação ao fingimento do choro, mas óbvio que não tem nada a ver com o sentimento do crocodilo.

O senso comum atribui a expressão “lágrimas de crocodilo” a pessoas hipócritas que fingem se importar com o sofrimento alheio.

Ao renunciar à presidência da Câmara, como presa, Cunha chorou sinceramente.

Parecia mesmo em agonia, sem fôlego e forças, no gesto desesperado para livrar-se das garras e dentes de seus predadores.

Reclamou abandono e perseguição à família que já não pode desfrutar de gastos nababescos em viagens ao exterior.

E aí quem chorou lágrimas de crocodilo foi a oposição, que deseja não só o afastamento da Câmara, mas a cassação e prisão do deputado.

Que seja esse o desfecho da história do predador que virou presa, pra que sirva como exemplo.

Afinal, como advertiu Brecht, “O velho ventre imundo da extrema direita pode continuar a parir monstros.”

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