Eleitor Go! Aberta a temporada de caça

Eleitor Go! Aberta a temporada de caça

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Eles estão por toda parte, andam de um lado pra outro, dia e noite, à caça de eleitores.

Tem caçador antigo e novo.

Alguns, embora frequentem o meio há muito tempo, nunca demonstraram intimidade nem com o meio, nem com quem vive nele. Desconfie da aproximação.

Outros, são velhos conhecidos no jogo de caça e caçador na política rondoniense.
Não importa, com jeitinho e com a selfie no ângulo correto, todo caçador parece à vontade com a caça.

Há sinais que permitem fugir do ataque de caçadores experientes, mas é preciso olhar para trás, ver o rastro que deixaram de outras caçadas.

Cuidado! A abordagem começa com exagerada simpatia.

Com os novos, não custa ver com quem estão acompanhados. Se já cruzou com um caçador novo antes das eleições e ele sequer insinuou um cumprimento com a boca, fique alerta.

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Está valendo tudo pra atrair a caça. Seguem algumas dicas do poeta paraibano Jessier Quirino, sobre o que um caçador de votos faz pra nao sair de mão abanando numa eleição:

“Dar de comer do bom e comer porcaria. Almoçar em lata de goibada. Despronunciar discurso mal feito de candidato ‘tabacudo’. Aplaudir discurso desvirgulado, sem rumo e sem ponto final. Aturar converseiro duplicado de mesmo depois de banzeiro.

Aturar gente furona e desconhecida dentro de casa. Viver rindo e fumaçando pelo fundo feito ferro de engomar. Acabar sua D vintezinha na buraqueira. Aturar babões civis e militares. Botar no braço menino novo do fundo cagado.

Tomar cerveja quente de espuma murcha. Tomar uísque Drure, sem gelo numa xícara de louça com tira-gosto de canjica. Beber naquelas mesonas de ‘embuía’ numa saleta escura e abafada encostado numa cristaleira e cercado de cabos eleitorais com cada suvaqueira de torar.”

Então, cuidado. Não esqueça que este é jogo de ficção aumentada.

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