
Luciana Oliveira, Yangzhou – Mais uma vez o fórum para fortalecer a cooperação e intercâmbio com países da América Latina e Caribe foi realizado na província de Jiangsu, desta vez na cidade de Yangzhou.
Na ocasião foi anunciado que o volume total de importações e exportações de Yangzhou com a região em 2025, ultrapassou os 11 bilhões de yuans renminbi.
O prefeito Zheng Haitao, reafirmou a disposição de Yangzhou em “oferecer serviços da mais alta qualidade e aprofundar continuamente a cooperação prática com contrapartes da América Latina e do Caribe em coordenação industrial, expansão comercial, trocas humanas, desenvolvimento verde e de baixo carbono, entre outras áreas, trabalhando em conjunto para alcançar benefícios mútuos e resultados vencedores para ambas as partes”.

O fórum reuniu diplomatas, altos funcionários do governo chinês, acadêmicos, estudantes internacionais e jornalistas em intercâmbio no país. O Diretor Geral do Escritório de Relações Exteriores do Governo Popular da Província de Jiangsu, Lu Hualiang, destacou que registrou “PIB regional de 14,2 trilhões de yuans renminbi, com uma taxa de crescimento de 5,3%”.
A inciativa do fórum demonstra que a província está determinada em se abrir para o mundo em alto nível.
“Em 2025, o volume de importações e exportações de Jiangsu com a América Latina e o Caribe atingiu 57,2 bilhões de dólares americanos, representando mais de 10% do comércio total entre a China e a região”, pontuou Hualiang.
Esse espírito de cooperação para benefícios mútuos, foi a tônica da fala de Xu Wei, Conselheiro Ministro, Departamento de Assuntos da América Latina e do Caribe, Ministério das Relações Exteriores da República Popular da China.
Ele lembrou que Jiangsu é uma zona demonstrativa da modernização chinesa que a Conferência constitui uma plataforma fundamental para impulsionar os intercâmbios econômicos e comerciais, as interações culturais e a cooperação em inovação científica e tecnológica entre a China e a América Latina. Para ele, esse diálogo promove o “fortalecimento da cooperação prática bilateral e a promoção da profunda amizade entre os povos de ambas as regiões”.
Xu Wey destacou ainda que esse é o espírito do governo chinês em relação à região que integra mais de 30 países e lembrou alguns eventos importantes no país.
Em maio de 2025 foi realizada a Quarta Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC, onde foram propostos cinco programas centrais para construir uma comunidade de destino compartilhado entre a China e a América Latina e o Caribe, com foco na solidariedade, desenvolvimento, paz, civilizações e laços entre os povos.
“Um ano após a sua implementação, estas iniciativas produziram abundantes frutos de cooperação. Numerosos países latino-americanos responderam positivamente à Iniciativa de Governança Global e aderiram sucessivamente ao Instituto Internacional de Mediação, aprofundando de forma constante a coordenação multilateral entre a China e a América Latina no âmbito das Nações Unidas”, lembrou Xu.
O volume de comércio entre a China e a América Latina ultrapassou sucessivamente os limites de 400 bilhões e 500 bilhões de dólares americanos nos últimos dois anos.
Só nos primeiros cinco meses deste ano, o comércio bilateral atingiu US$ 247,3 bilhões, um aumento anual de 17,6%, com uma estrutura comercial em constante otimização e um desenvolvimento mais equilibrado.
Esse avanço na relação comercial e no intercâmbio cultural dá ainda mais sentido a incisiva da China com a isenção unilateral de vistos a países latino-americanos.
Hoje existem 24 rotas aéreas diretas entre a China e a América Latina.
A rota entre a China e Buenos Aires atingiu o recorde de ser o voo sem escalas mais longo do mundo.
A cooperação da China com a América Latina tem se mostrado uma tendência constante e estável.
De Jiangsu, as máquinas XCMG, equipamentos fotovoltaicos e ônibus de passageiros, consolidaram sua presença nos mercados da América Latina e do Caribe. E as famílias daqui também consomem produtos típicos latino-americanos, como carne bovina, café e erva-mate.
Uma interconexão de oferta e demanda e a troca mútua de produtos característicos, que se pretende ampliar cada vez mais.
