
Por Gislaine Marins, de Roma/Itália – É preciso ter uma certa idade para usar expressões como “tá na fita”, “rebobina a fita”, “ver a fita”, mas também expressões como “fazer fita”. Nesse tempo suspenso, em que tudo parece parado enquanto acontece o surdo movimento das ondas, detectável nos círculos excêntricos dos espelhos d’água, eu acordo sobressaltada pensado naquele longo período conhecido como Guerra Fria.
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