O dramático levantamento foi apresentado nesta sexta-feira, 17, na Arquidiocese de Porto Velho, com a presença de movimentos sociais, de trabalhadores e trabalhadoras que sofreram violações de direitos, de membros da comunidade científica, autoridades públicas, de órgãos da justiça e representante nacional do programa de proteção a defensores.
Queria não dizer isso sobre o presidente da república, mas sou jornalista em Rondônia, porção da Amazônia que sofre com os impactos dos discursos e políticas antiambientais desse governo maldito.
Da campanha a posse de Bolsonaro, testemunhei o crescimento dos ataques às florestas, aos povos que vivem nelas, à jornalistas e ativistas ambientais.
Nova estimativa do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) foi divulgada nesta segunda-feira (13). Apesar de menos populosa, região Norte do país representa 60% do carbono liberado pelo Brasil.
Fotos tiradas pelos indígenas mostram pontos onde árvores foram derrubadas e motocicletas usadas por madeireiros; território ficou mais vulnerável após redução de unidades de conservação pelo governador Marcos Rocha
A Pública – O ano de 2020 marcou um triste recorde na Terra Indígena (TI) Kaxarari, localizada no oeste do município de Porto Velho, capital de Rondônia. De junho a agosto, houve três episódios conflituosos envolvendo madeireiros, empresários e o governo federal, que ocorreram após uma ação das Forças Armadas que patrulhou a TI, segundo o Ministério da Defesa, para tentar coibir o desmatamento e a extração ilegal de madeira na região.
Será nesta terça-feira, 26, a oficina da Witness Brasil,
uma organização internacional que apoia e treina ativistas e cidadãos ao uso do
vídeo feito com celular para expor violações de direitos humanos.
Em Porto Velho, foi em frente o Tribunal de Justiça de Rondônia o ato para exigir a prorrogação da medida cautelar que suspende os despejos na pandemia, expedida pelo Supremo Tribunal Federal – STF, por meio da ADPF 828.
Várias organizações do campo e da cidade se mobilizaram em atos por todo o país nesta quinta-feira para que judiciário prolongue a proibição das remoções.
Os despejos estão proibidos só até o próximo dia 31 de março, e de acordo com dados compilados pela Campanha Despejo Zero, articulação nacional que reúne 175 entidades, desde que a pandemia de covid-19 chegou ao Brasil em março de 2020 até fevereiro de 2022 houve um aumento de 602% no número de famílias ameaçadas de perder a moradia.
Se a medida não for prorrogada mais de 132 mil famílias, cerca de 500 mil pessoas poderão ser despejadas de seus lares em grave crise social e econômica no país.
Em Rondônia os despejos ameaçam mais de dez mil famílias. No ato na capital estiveram presentes várias famílias do assentamento Chico Mendes, da Gleba Garça, linha H27.
Em 2022, foram 199 km², os maiores alertas já registrados para o mês desde o começo da série histórica. O início do ano também é o pior da série histórica do Inpe. Somando janeiro e fevereiro são 629 km², ultrapassando com folga o registrado em 2020: 470 km² (recorde até então).
Felipe Frazão, O Estado de S. Paulo – Um personagem desconhecido da política ganhou destaque na rotina de Jair Bolsonaro e no círculo restrito da família do presidente. O pecuarista Bruno Scheid, de Ji-Paraná (RO), apontado como principal responsável por uma arrecadação de campanha para a reeleição em um grupo de ruralistas, tem a porta aberta ao epicentro do poder federal. Ele surpreendeu o meio político ao revelar proximidade com as duas pessoas de maior intimidade com o presidente: a primeira-dama Michelle Bolsonaro e o filho e vereador Carlos Bolsonaro – dos quais poucos conseguiram se aproximar.
G1 – O PL 191 de 2020 estabelece, entre outras coisas, regras para a mineração, exploração de hidrocarbonetos, como petróleo, e a geração de energia elétrica em terras indígenas. O texto também abre a possibilidade de as aldeias explorarem as terras em outras atividades econômicas, como agricultura e turismo. A Câmara dos Deputados aprovou a urgência para votação do projeto, o que significa que ele agora pode ser votado diretamente no plenário da Casa, sem passar por comissões temáticas.